Urubici, 10 mil habitantes, destino de turismo no sul do Brasil

 

Urubici, destino privilegiado de turismo no extremo sul do Brasil
27-04-2021 22:29:39 (3943 acessos)
Urubici é uma cidadezinha de Santa Catarina, no sul do Brasil, que nem sonhava se transformar em destino de turismo nacional, quanto mais de visitantes estrangeiros. onde o inverno marca sempre temperaturas negativas de até 12 graus. No verão já consegue atrair pessoas que desejam sossego e simplicidade. Tem boa estrada para se chegar e múltiplas opções de hospedagem. Recursos da tecnologia como internet na palma da mão, ajudam tornar esse turismo prazeroso. E o tempo frio de 2021 já esse mostra

Urubici não é mais aquele lugar tão desprovido de recursos da tecnologia para dar mais conforto e qualidade aos turistas que a visitam. Há 11 anos (hoje 2021), as estradas eram precárias, o celular e a internet, eram muito ruins.

Mas atualmente há empenho em melhorar as condições de turismo, que se compreende importante pelos ganhos que promove. Pessoas de todo mundo já aparecem para desfrutar do ar fresco das montanhas repletas de árvores e água, limpos; clima frio e comida reconfortante.

Moradora da zona rural de Urubici, município de apenas 10 mil habitantes em Santa Catarina, Paulina Stange, 54 anos, surpreendeu-se com há 10 anops, com o número de pessoas interessadas em passar férias no lugar. “Comecei a receber visitantes numa casinha simples, sem luz elétrica, a 10 quilômetros do meu sítio, e eles gostavam daquela tranquilidade”, lembra.

Mas a infraestrutura daqueles tempos melhorou muito: há celular e internet de boa qualidade, a rodovia que corta Urubici ficou impecável.

No lugar os empreemndimen tos de turismo se mujltiplicaram e há atrações. Pousada se instalaram como negócio lucrativo e de qualidade. Interesse pela paisagem e pela cultura da região, seduzem os visitantes. São representaantes da colonização de alemães, italianos e letões.

Cultura preservada

Histórias e desafios como os da família Stange se repetem na América Latina e em qualquer lugar com potencial para atrair viajantes. E isso é bom para o desenvolvimento de cidadezinhas como Urubici, como destacou a Organização Mundial do Turismo da ONU (OMT), empenhada em restaurar os destinos turísticos empobrecidos por causa da infecção oportunista do coronavírus.

Afinal, se o setor responde por quase 10% do PIB mundial, gera mais de US$ 1,3 trilhões em receita – o equivalente a 30% das exportações globais de serviços – e cria 3,5 em cada 11 empregos.

“O turismo é uma ferramenta que permite às comunidades buscar o desenvolvimento sem perder a identidade, inclusive nas áreas rurais, o que evita a migração para as grandes cidades”, destacou a OMT.

A entidade ainda ressalta que, além de combater a pobreza, o turismo promove a igualdade de gênero – pois dá oportunidades de emprego e renda às mulheres –, a sustentabilidade e as parcerias pelo desenvolvimento.

A OMT não é o único organismo internacional a reconhecer o poder do turismo contra a pobreza: o Banco Mundial também o faz apoiando o setor em uma série de projetos no Brasil, Peru, Panamá e em outras partes da América Latina.

Novo movimento

Há 6 anos os países em desenvolvimento vem recebendo mais turistas do que os países desenvolvidos, de acordo com a OMT. E, em 2030, 58% dos viajantes internacionais escolhem como destino as economias emergentes da América Latina, Ásia, Europa Central e do Leste, Oriente Médio e África.

Mas, para as comunidades aproveitarem o momento, é preciso que possam decidir como o setor será promovido no local – e tenham a oportunidade de empreender.

Na pequena cidade brasileira, por exemplo, a família de Paulina Stange e mais nove conseguem fazer isso por meio de uma uma associação de turismo rural, que hoje recebe recursos e treinamento do Programa Santa Catarina Rural, financiado pelo Banco Mundial. A associação reúne cafés, pousadas, casas de artesanato e até uma pequena fazenda de produtos orgânicos.

Até 2016, o programa permitiu aos trabalhadores rurais de todo o estado – não só os da área de turismo – ampliar e gerenciar os próprios negócios de modo mais profissional. Além disso, vem melhorando a infraestrutura de estradas para aumentar a competitividade dos pequenos empreendedores e o trabalho gerado beneficiará 25 mil famílias.

“O agroturismo foi incluído no programa por ser uma atividade requisitada pelos agricultores familiares. Eles viram uma demanda, especialmente por parte de turistas do próprio estado, e se organizaram para atendê-la”, explicou o economista agrícola Diego Arias, do Banco Mundial.

 

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 1 Comentários para esta notícia

  1. author

    Olha que interessante: enquanto muitos tentam "fugir" da zona rural em busca de melhores condições, outros fazem as melhores condições acontecerem lá mesmo. Realmente as oportunidades estarão onde acreditarmos. Muito bom o papel do Noticiário nos fazendo identificar locais, que sozinhos talvez nunca descobriríamos que existem.


 

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