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Falta notificação e integração de dados sobre doenças ocupacionais

Falta notificação e integração de dados sobre doenças ocupacionais
[foto] - Home office é um trabalho com mais relatos de doenças e tem pouca prevenção

18-04-2026 20:07:03
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Integrar dados e políticas públicas para enfrentar mortes e adoecimentos evitáveis no trabalho, é o interesse das autoridades com o envolvimento do Sistema Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (SINAST). Dirigentes de associações, sindicatos e o Ministério do Trabalho constataram que atualmente, não são compartilhados os dados do Sistema Único de Saúde (SUS), da Previdência Social e do Ministério do Trabalho, por isso mobilizaram o Sistema. Com isso esperam superar a subnotificação.

 


A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP), autora do pedido de audiência na Câmara dos Deputados, afirmou que a medida é importante diante da precarização do trabalho. Relatou que trabalhadores de aplicativos estão entre os mais afetados. “A lógica das entregas ocorre sem responsabilidade das plataformas para garantir segurança e qualidade de vida.”

Integração de dados

O coordenador-geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Luís Henrique da Costa Leão, defendeu que o SINAST organize a atuação entre diferentes áreas do governo. “Cuidar da saúde do trabalhador é cuidar do Brasil. Negligenciar a saúde de quem trabalha é negligenciar o país,” afirmou.

Coordenador nformou que o governo pretende estruturar ainda em 2026 um programa nacional de vigilância e prevenção de mortes no trabalho.

Perícia médica


O Ministério Público do Trabalho (MPT) criticou a baixa efetividade do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), instrumento que relaciona doenças ao trabalho.

Segundo o coordenador da área no MPT, Raimundo Lioma Ribeiro Júnior, a concessão de benefícios por acidente de trabalho caiu 54% entre 2008 e 2023. “O maior problema hoje é a subnotificação de casos entre trabalhadores com carteira assinada”, afirmou.

A presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), Cláudia Márcia de Carvalho Soares, destacou que a subnotificação gera prejuízos econômicos e aumenta a judicialização. Ela também chamou atenção para a saúde mental. “Hoje, os transtornos mentais já são a terceira maior causa de afastamento do trabalho.”

SINAST precisa  de recursos


Pesquisadora do Ministério do Trabalho, Maria Maeno explicou que o SINAST se inspira no modelo do Sistema Nacional de Segurança Alimentar, criado em 2006 para a erradicação da fome com alimentos nutritivos. 

Pela proposta, a coordenação será do Ministério da Saúde com a participação da Presidência e da Secretaria de Governo. A ideia já foi aprovada em diversas conferências nacionais de saúde do trabalhador.

A proposta prevê:

  • Participação: mais de 20 ministérios;
  • Foco: atuar sobre processos de trabalho que geram mortes e doenças;
  • Atuação: presença em estados e municípios.

Para a conselheira nacional de saúde Eurídice Ferreira de Almeida, o sistema precisa de financiamento adequado para ser implementado. “As propostas precisam sair do papel.”

 

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias
 

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