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Em vez de R$ 1 bilhão, Medida do Governo propõe R$ 8 bilhões às empresas de aviação

Em vez de R$ 1 bilhão, Medida do Governo propõe R$ 8 bilhões às empresas de aviação

20-06-2026 12:45:53
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Não é mais R$ 1 bilhão, porém R$ 8 bilhões de crédito extraordinário que o Congresso do Brasil discute para socorrer as companhias aéreas, em crise grave de endividamento devido à alta dos custos de operação, especialmente preços elevados do querosene de aviação. Inversão dos valores surge agora com informação veiculada pela Câmara Federal, em Brasília. Legislativo discute concessão da verba através do orçamento de 2026 e faz alusão como "capital de giro." Governo propõe medida provisória.

 


Justificam autoridades que o recurso busca reduzir os efeitos do aumento dos custos do setor, especialmente da alta do preço do querosene de aviação. Com a guerra no Oriente Médio, esse combustível ficou 70% mais caro.

Os recursos serão usados para oferecer financiamento às empresas aéreas. A ideia é reduzir o risco de cancelamento de rotas e manter a oferta de transporte aéreo no país.

 

260609 - 21:06 horas

Companhias aéreas recebem muito dinheiro, mas os problemas continuam

 

Crédito extraordinário de R$ 1 bilhão. É isso que discutem  os parlamentares do Congresso Nacional em Brasília, na tentativa de ajudar as companhias aéreas que enfrentam histórico endividamento. Esse valor não é o único, pois nos últimos anos as empresas tem recebido atenção com linhas de crédito emergenciais e até combustível subvencionado. Mas o socorro maior aparece através de desonerações fiscais que em 2024 somaram mais de R$ 3 bilhões. Há ainda ajuda via fundo Nacional de Aviação (FNAC). 

Deputados e senadores nem discutem as origens dos problemas enfrentados pelas companhias aéreas. Há uma decisão que exige urgência sob pena de aeronaves  de transpote de passageiros nem conseguirem levantar do chão. R$ 1 bilhão é proposto por medida provisória (MP 1365/26) como crédito no Orçamento de 2026.

Justificativa do pedido é para ajudar a pagar aumento do preço de combustível causado pela guerra no Oriente Médio.

“O cenário recente da aviação civil brasileira é marcado por um choque exógeno de significativa magnitude sobre os custos operacionais, decorrente da elevação abrupta dos preços internacionais do petróleo. Tal movimento associa-se à intensificação de tensões geopolíticas no Oriente Médio, com destaque para os riscos à estabilidade da região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo.” Assim está escrito na medida provisória em discussão. 

Qerosene de aviação onera  todos os custos  do sistema e afugenta passageiros, que aos poucos deixam de viajar de avião devido ao alto preço  das passagens. Como resultado o negócio vai se tornando inviável e endividando empresas que enfrentam desafios de liquidez. 

Calculam os técnicos que o custo do setor aéreo aumentou em 30% nos últimos anos meses. Mas o agravamento maior é o aumento do combustível de aviação, que já chega perto de 100%, se considerados anos recentes. 

Há algum tempo o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou disposição de RF$ 5,5 bilhões para financiamento; mas os juros são pesados, na base de 4% a 7,5%¨. Essa não é a solução, mas pode ser coadjuvada com socorro do Ministério da Fazenda via desoneraçaão fiscal. Há ainda ajuda de R$ 1 bilhão programado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e a prorrogação do pagamento de tarifas, concedida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Dinheiro de todos os segmentos são projetados para ajudar a socorrer as aéreas, mas não bastam. Nessa campanha participam recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) que ajuda financiar a frota.

Em 2024 as companhias aéreas receberam R$ 6,5 bilhões de ajuda. Contudo o cenário mundial da aviação vem se agravando e o desafio dos preços do combusível, não é só de brasileiros, mas do mundo.

 

 

Fonte: Noticiario
 

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