
Deputados e senadores nem discutem as origens dos problemas enfrentados pelas companhias aéreas. Há uma decisão que exige urgência sob pena de aeronaves de transpote de passageiros nem conseguirem levantar do chão. R$ 1 bilhão é proposto por medida provisória (MP 1365/26) como crédito no Orçamento de 2026.
Justificativa do pedido é para ajudar a pagar aumento do preço de combustível causado pela guerra no Oriente Médio.
“O cenário recente da aviação civil brasileira é marcado por um choque exógeno de significativa magnitude sobre os custos operacionais, decorrente da elevação abrupta dos preços internacionais do petróleo. Tal movimento associa-se à intensificação de tensões geopolíticas no Oriente Médio, com destaque para os riscos à estabilidade da região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo.” Assim está escrito na medida provisória em discussão.
Qerosene de aviação onera todos os custos do sistema e afugenta passageiros, que aos poucos deixam de viajar de avião devido ao alto preço das passagens. Como resultado o negócio vai se tornando inviável e endividando empresas que enfrentam desafios de liquidez.
Calculam os técnicos que o custo do setor aéreo aumentou em 30% nos últimos anos meses. Mas o agravamento maior é o aumento do combustível de aviação, que já chega perto de 100%, se considerados anos recentes.
Há algum tempo o BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou disposição de RF$ 5,5 bilhões para financiamento; mas os juros são pesados, na base de 4% a 7,5%¨. Essa não é a solução, mas pode ser coadjuvada com socorro do Ministério da Fazenda via desoneraçaão fiscal. Há ainda ajuda de R$ 1 bilhão programado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e a prorrogação do pagamento de tarifas, concedida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Dinheiro de todos os segmentos são projetados para ajudar a socorrer as aéreas, mas não bastam. Nessa campanha participam recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) que ajuda financiar a frota.
Em 2024 as companhias aéreas receberam R$ 6,5 bilhões de ajuda. Contudo o cenário mundial da aviação vem se agravando e o desafio dos preços do combusível, não é só de brasileiros, mas do mundo.
Fonte: Noticiario
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