
Esse fenômeno da retomada de espaço pelo mar, não é desconhecido. Moradores antigos da região, conhecem e costumam respeitar ao fazer pequenas e médias obras próximas à orla.
No dia 10 de outubro de 2025, o empresário Carlos Dalberto Freire, presidente do Sindicato das Empresas de Matinhos, já antevia esse quadro que hoje ameaça os shows organizados pelo Governo.
Olha o que disse a Noticiario:
"O engordamento foi uma boa iniciativa que contribuiu para o desenvolvimento do turismo na região. Mas foi feito sem proteção das marés altas e da corrente violenta em mar aberto.
"Os moles (estruturas de pedra e concreto) foram feitos de modo errado com desconheccimeneto das correntes marinhas de Matinhos. Esses moles foram direcionados na direção errada e são muito curtos. Quero citar como exemplo, o rio Matinhos que está assoreado, não tem vazão. Praticamente muito pouco está segurando a erosão.
Palavra da experiência de quem nasceu no lugar e desscendente de família com mais de século!
"Ainda não tivemos um ciclone do Leste com maré de lua. Quando esse evento acontecer, vai fazer o maior estrago."
Admite o empresário que o engordamento deixou benefícios e segurou o avanço da areia e das ondas, até a avenida. Apesar dessa conquista, fala que "irá tudo embora com pouco tempo."
Nos anos 70, Carlos Dalberto participou do projeto de recuperação da orla entre a casa do Camarão até o final da praia mansa de Caioba. Lembra que "as coisas foram feitas completamente diferentes, sem engorda. Hoje é possível observar: que a areia veio sozinha e sem manutenção alguma. Isso foi há mais de 30 anos e temos até dunas ali."
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