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No Paraná, a natureza se revolta contra o engordamento e retoma espaço da praia

No Paraná, a natureza se revolta contra o engordamento e retoma espaço da praia

22-01-2026 22:07:49
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Força da natureza mostrou-se nos últimos dias, contra a intervenção do homem que modificou o espaço outrora dominado pelo mar. Uma obra de quase meio bilhão de reais, não resistiu ao avanço das águas e o resultado foi um paredão de 3 metros de altura. Isso acontece em Matinhos, um dos balneários mais populares do Brasil. Todos estavam felizes com as obras do Governo do Estado, que renderam já neste primeiro ano em torno de 40% de lucro aos comerciantes e muita alegria para os veranistas.

 


Esse fenômeno da retomada de espaço pelo mar, não é desconhecido. Moradores antigos da região, conhecem e costumam respeitar ao fazer pequenas e médias obras próximas à orla. 

No  dia 10 de outubro de 2025, o empresário Carlos Dalberto Freire, presidente do Sindicato das Empresas de Matinhos, já antevia esse quadro que hoje ameaça os shows organizados pelo Governo.

Olha o que disse a Noticiario: 

"O engordamento foi uma boa iniciativa que contribuiu para o desenvolvimento do turismo na região. Mas foi feito sem proteção das marés altas e da corrente violenta em mar aberto.

"Os moles (estruturas de pedra e concreto) foram feitos de modo errado com desconheccimeneto das correntes marinhas de Matinhos. Esses moles foram direcionados na direção errada e são muito curtos. Quero citar como exemplo, o rio Matinhos que está assoreado, não tem vazão. Praticamente muito pouco está segurando a erosão.

Palavra da experiência de quem nasceu no lugar e desscendente de família com mais de século!

"Ainda não tivemos um ciclone do Leste com maré de lua. Quando esse evento acontecer, vai fazer o maior estrago."

Admite o empresário que o engordamento deixou benefícios e segurou o avanço da areia e das ondas, até a avenida. Apesar dessa conquista, fala que "irá tudo embora com pouco tempo." 

Nos anos 70, Carlos Dalberto participou do projeto de recuperação da orla entre a casa do Camarão até o final da praia mansa de Caioba. Lembra que "as coisas foram feitas completamente diferentes, sem engorda. Hoje é possível observar: que a areia veio sozinha e sem manutenção alguma. Isso foi há mais de 30 anos e temos até dunas ali."

 

 

 

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