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Rio de Janeiro usa drones e inteligência artificial para reflorestar

Rio de Janeiro usa drones e inteligência artificial para reflorestar
[foto] - Mata Atlântica no Rio de Janeiro é reposta com uso de drones. Foto AgBr, Tomaz Silva

05-07-2024 21:03:48
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Ampliar florestas nativas empregando soluções de tecnologia avançada, como drones semeadores e orientações da inteligência artificial, são medidas que o Rio de Janeiro está usando, de olho na busca de menor sofrimento por causa dos eventos climáticos. A presença de vegetação nativa ameniza os efeitos das ondas de calor e também aumenta a absorção de água pelo solo, evitando inundações e deslizamentos na região. Embora não seja novidade, o drone ajuda recuperar a Serra de Inhoaíba.

 


Recurso de dispersão de sementes racionaliza processos de reflorestamento. Com um drone é possível semear 180 capsulas de várias espécies nativas por minuto. Isso permite aos profissionais executar tarefas de modo até 100 vezes mais rápidas que os sistemas tradicionais. Oferece ainda a vantagem da economia de tempo e recursos humanos empregados nos mutirões. Método também dispensa os meses de nutrição em viveiro das mudas, assim como o transporte de uma região para outra.

Foto Beth Santos

Primeira ação de reflorestamento na região fluminense de Campo Grande, foi acompanhada pela equipe da Prefeitura e o próprio prefeito Eduardo Paes. Projeto vai revitalizar a floresta em 60 hectares, até 2027, segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Clima (SMAC). Drones facilitam semeadura em áreas de difícil acesso, dizem autoridades. Projeto tem a participação da empresa franco-brasileira Morfo.

Prefeito Eduardo Paes diz que vai "seguir trabalhando no aumento da coberetura verde da Cidade" comoi estrat5égia de enfrentameneto das agruras causadas pelo clima. "...vegetação nativa ameniza os efeitos das ondas de calor e também aumenta a absorção de água pelo solo, evitando inundações e deslizamentos na região." 

Esse é um novo formato de plantio na cidade, uma ação de complementação ao trabalho dos mutirões de reflorestamento que já existem há mais de 30 anos. É uma complementação a partir de novas tecnologias. Com o drone vamos dar uma velocidade maior ao reflorestamento no Rio de Janeiro."  Explicação é da secretária de Meio Ambiente e Clima, Eliana Cacique.

Numa ação, pode-se contar com pelo menos 20 espécies nativas, a um valor até 5 vezes mais barato, não só pela rapidez de plantio, mas também porque o plantio com sementes evita a estruturação de um viveiro e a manutenção por vários meses. Além da economia em gastos, o processo oferece economia de tempo. Assim falou o CEO da Morfo no Brasil, Grégory Maitre.

Etapas do reflorestamento

Primeiro passo é fazer o diagnóstico do solo, a partir de imagens de satélite e de drone, para mapear a topografia, os recursos hídricos e a cobertura vegetal existente - se é composta de vegetação nativa ou de espécies invasoras, por exemplo. Em laboratório, outras características são analisadas, como a compactação, a umidificação e a composição mineral e orgânica.

Com o estudo em mãos, a próxima etapa consiste na identificação de, no mínimo, 20 espécies nativas com mais chances de sucesso para aquele solo, incluindo variedades dos três estágios da sucessão ecológica, como plantas rasteiras, arbustos e árvores. Essa seleção também é feita em laboratório, com testes que avaliam a taxa de germinação, as substâncias necessárias para a fixação e crescimento e quais podem ser plantadas in natura e quais vão precisar serem envoltas em uma cápsula nutritiva.

Após essa definição, o plano de plantio é feito por inteligência artificial, que calcula quais sementes serão plantadas em quais áreas, junto com quais espécies, a proporção de sementes de cada uma delas e a quantidade necessária para cada espaço, criando padrões de plantio complexos, que a própria Morfo chama de “plantação inteligente”.

A terceira etapa é a dispersão das sementes encapsuladas e in natura de acordo com o plano, feita com uma equipe de duas pessoas e um drone. Uma das vantagens desse método é a facilidade de logística para áreas de difícil acesso, sem a necessidade de deslocamento de uma equipe numerosa, tornando o processo mais seguro para os colaboradores envolvidos.

Além disso, o drone tem todo o plano de voo pré-determinado, a fim de garantir o nível máximo de segurança para a equipe. Como um único drone é capaz de dispersar 180 cápsulas e sementes das múltiplas espécies por minuto, chega a ser até 100 vezes mais rápido do que soluções tradicionais de reflorestamento, reduzindo o tempo de permanência da equipe em locais isolados. O método também dispensa os meses de nutrição em viveiro das mudas, assim como o transporte delas até a região do plantio.

Com as sementes no solo começa a etapa de monitoramento, feito com imagens de satélites e de drones, que utilizam inteligência artificial para estudar a evolução da cobertura vegetal e também da biodiversidade. Essa avaliação também permite detectar imprevistos, como eventos climáticos adversos ou o surgimento de espécies invasoras. Todas essas informações ficarão disponíveis em uma plataforma personalizada e intuitiva, à disposição da SMAC, para que o trabalho possa ser acompanhado. 

Uso da tecnologia permite um olhar diferente para momentos distintos do processo, além de permitir observar não só a taxa de cobertura vegetal, mas também a variedade e desenvolvimento da vegetação presente, além de possibilitar a identificação de eventuais problemas para uma reação muito rápida.

Mutirões na Serra de Inhoaíba

Na Serra de Inhoaíba, a SMAC tem o objetivo de realizar o reflorestamento total da Serra da Posse. Na unidade de conservação de Mata Atlântica, localizada em Campo Grande, serão plantadas 160 mil mudas de árvores, pois já foram plantadas nos últimos anos 62 mil mudas de mais de 100 espécies, ampliando a área de mata para 950 mil metros quadrados, equivalente a 95 campos de futebol. Também serão realizadas ações de recuperação de mananciais e de proteção da fauna e flora nativas.

Sobre o Refloresta Rio

Desde o início do projeto Refloresta Rio, nos anos 80, foram reflorestados o equivalente a 3.600 campos de futebol e plantadas mais de 10 milhões de mudas, em mais de 200 comunidades atendidas com serviços ambientais, gerando vários benefícios para a população.

Em 38 anos de vida, o programa teve a participação de mais de 10 mil colaboradores e voluntários, contando atualmente com cerca de 470 mutirantes (voluntários com ajuda de custo). Desde 2021 o programa Refloresta Rio já plantou mais de 368 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica com uma diversidade que já ultrapassou mais de 168 espécies nativas do Bioma.

Mais de 60% dos plantios foram realizados na AP5, principalmente na APA de Inhoaíba, Santa Eugênia e Cantagalo, na ARIE da Serra da Posse e na Serra de Sulacap.

Sobre a Morfo

Nos últimos dois anos a Morfo acumulou 19 projetos em andamento, 600 hectares restaurados e 600 espécies nativas catalogadas, além de ter sido reconhecida com o selo Solar Impulse Efficient Solution.

 

 

Fonte: Rio de Janeiro, Assessoria de Comuinicação
 

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