CORREÇÃO VISUAL MELHORA APRENDIZADO, DIZ PESQUISA
12-05-2010 10:20:00 (1912 acessos) Estudo comprova que a correção visual melhora o rendimento escolar de 1 em cada 2 crianças.

Notas vermelhas, bagunça em sala de aula, dificuldade nas tarefas e até em se relacionar com as outras crianças são problemas mais comuns do que se possa imaginar. Isso porque, segundo o CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) a falta de óculos está entre as maiores causas de deficiência visual e cegueira infantil no Brasil. Atinge aproximadamente 240 mil casos no país.


Uma pesquisa finalizada em meados de 2007 demonstra que o uso de óculos melhora o rendimento escolar de 1 em cada 2 crianças. O estudo foi realizado com 245 crianças do ensino fundamental de Campinas que receberam óculos no programa social, Mais Visão.


De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, idealizador e diretor médico do programa, o estudo ampara os resultados obtidos em 2006 durante levantamento feito com pais e professores de outras 118 crianças que receberam óculos do projeto. Especialista esclarece que o Mais Visão é uma iniciativa da Fundação Penido Burnier, braço social do Instituto Penido Burnier, em parceria com a prefeitura de Campinas. Conta com o apoio da Transitions, Tecnol e Instituto Varilux da Visão, empresas que doam óculos.


Queiroz Neto explica que os dois estudos levaram em conta não só a performance em sala de aula, como a capacidade de realizar lições de casa e o comportamento das crianças. Por isso, as entrevistas incluíram a percepção dos pais além dos professores.




Nas duas edições do estudo, para os professores, após o uso do óculos em 50% das crianças apresentaram melhora no rendimento escolar, 51,1% conseguem desenvolver atividades que antes não conseguiam, 57% concentram-se mais, 49% finalizam tarefas que antes não terminavam e 36,2% estão menos agitada.



Para os pais 88% têm maior interesse pelos estudos e concentram-se mais nas tarefas. Crianças que sentiam dor de cabeça pararam de se queixar, 68% não se incomodam em usar óculos e 91% conseguem realizar tarefas que antes não conseguiam.


Entre os alunos do ensino fundamental examinados pelo programa que já beneficiou 37 mil crianças em 3 anos, a hipermetropia (dificuldade de enxergar de perto) respondeu por 39% dos vícios de refração. Aparece em seguida a miopia (dificuldade de enxergar de longe) que atingiu 36% das crianças e 25% de astigmatismo (dificuldade de foco por irregularidade da córnea).



Foram diagnosticados 12 casos de doenças congênitas: 4 cataratas, 2 retinopatias da prematuridade, 3 casos de toxoplasmose e 3 degenerações retinianas com atrofia do nervo óptico. A maioria das crianças nunca tinha feito exame de vista, e a incidência de olho preguiçoso foi de 10%.



SOFTWARE ON LINE PERMITE AVALIAÇÃO VISUAL


Software on line permite avaliar a visão antes da volta às aulas.


Para Queiroz Neto os 240 mil casos de falta de óculos no Brasil é antes de tudo dificuldade de acesso a cuidados médicos. Apenas 20% da população conta com plano de saúde. Para reduzir o problema, quem tem crianças em casa pode acessar o www.penidoburniercom.br e fazer uma avaliação completa da visão dos filhos, através de um software que fica disponível no site do hospital.



Software tem uma linguagem universal, é auto-explicativo e conta com 3 tipos de tabela – Snellen (gancho), figuras e alfabeto. A diversificação das tabelas permite que o teste de visão seja aplicado a todas as faixas etárias. Isso porque, ressalta, o ideal é que o primeiro exame de vista seja feito logo após o parto com o "Teste do Olhinho", aos 3 e aos sete anos de idade.



Software inclui também o teste de daltonismo, alteração que atinge 8% da população mundial na proporção de 7 homens para cada mulher. Embora o daltonismo não tenha qualquer relação com a baixa acuidade visual, comenta, é importante que os pais estejam cientes desta alteração, pois a criança daltônica tem uma relação diferente com o mundo.



Software foi desenvolvido para que 27 mil crianças fossem triadas pelas escolas e encaminhadas ao projeto Mais Visão. Faz parte de uma campanha de disseminação da triagem visual em escolas e em casa para reduzir a evasão escolar e a cegueira causada pela progressão de doenças visuais, destaca.
 

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