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Se suspeitar de dengue não tome o remédio AAS. Veja o que fazer.

Se suspeitar de dengue não tome o remédio AAS. Veja o que fazer.
[foto] - Sociedade médica orienta remédios que não devem ser usados em suspeita de dengue. Foto AgBr, Marcello Casal Jr
07-02-2024 23:16:25 (163 acessos)
Ácido acetilsalicílico, ou AAS, conhecido popularmente como aspirina, está entre os remédios não recomendados quando a pessoa suspeita estar com dengue. Quem faz essa orientação é o médico Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Justifica o cuidado "por se tratar de medicação que age sobre plaquetas." Tendência brasileira de automedição representa agravar o perigo poirque há no Brasil mais de 400 mil casos registrados de contágio do vírus e 36 mortes.

 


Chebabo fala assim: "como já tem uma queda de plaquetas na dengue, a gente não recomenda o uso de AAS. Corticoides ambém são contraindicados na fase inicial da dengue."

Explica o presidente da SBIque, por ser a dengue é uma doença viral,

para a qual não existe antiviral, os sintomas são tratados. Tratamento

básico inclui analgésico, antitérmico e, eventualmente, medicação

para vômito. Os principais sintomas relacionados são febre, vômito,

dor de cabeça, dor no corpo e aparecimento de lesões avermelhadas na pele.

Advertiu o infectologista que, se tiver qualquer um dos sintomas, a pessoa não deve se medicar sozinha, e sim ir a um posto médico para ser examinada. “A recomendação é procurar o médico logo no início, para ser avaliada, fazer exames clínicos, hemograma, para ver inclusive a gravidade [do quadro], receber orientação sobre os sinais de alarme, para que a pessoa possa voltar caso tais sinais apareçam na evolução da doença.”

Os casos devem ser encaminhados às unidades de pronto atendimento (UPAs) e às clínicas de família.

Sinais da doença

Entre os sinais de dengue, Chebabo destacou vômito incoercível, que não para, não melhora e prejudica a hidratação; dor abdominal de forte intensidade; tonteira; desidratação; cansaço; sonolência e alteração de comportamento, além de sinais de sangramento. “Qualquer sangramento ativo também deve levar à busca de atendimento médico.” No entanto, a maior preocupação dever ser com a hidratação e com sinais e sintomas de que a pessoa está evoluindo para uma forma grave da doença.

Quanto ao carnaval, o infectologista disse que os festejos não agravam o problema da dengue, porque não se muda a forma de transmissão, que é o mosquito Aedes aegypti. “Talvez impacte mais a covid do que a dengue, mas é mais uma questão, porque, no carnaval, há doenças associadas, que acabam aumentando a demanda dos serviços de saúde. Esta é uma preocupação.”

Entre os problemas relacionados ao carnaval, Chebabo destacou traumas, doenças respiratórias e desidratação, que podem sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde.

arte dengue

Arte/Agência Brasil

 

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia e AgBr
 

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