
Uso "familiar" de colírio é um comportamento mais frequente no verão, estação da conjuntivite que se não for bem tratada pode causar ceratite (inflamação da córnea).
Oftalmologista afirma que colírio é medicamento individual e intransferível – cada pessoa deve ter o seu. Isso porque, explica, a lágrima e a superfície de nosso olho contêm bactérias, vírus e fungos que funcionam como barreira para proteger nossos olhos do ambiente externo. Esta flora ou microbioma difere de uma pessoa para outra. Por isso, o compartilhamento de colírio facilita através do bico dosador da embalagem a contaminação cruzada - transferência do microbioma de uma pessoa para a outra.
Tipos de olho seco
“Diferente do olho seco evaporativo causado pelo uso excessivo de tela que é caracterizado por disfunção nas glândulas que secretam a camada oleosa da lágrima, o olho seco após uso indevido de colírios, é uma deficiência da camada aquosa. É provocada por fórmulas com corticoide que também aumentam o risco de catarata.
As gotas com anti-histamínico para combater alergia, também diminuiem a produção da lágrima. Estes colírios, embora sejam bem indicados após cirurgias nos olhos ou processos alérgicos, desequilibram o microambiente da superfície ocular.
Isso significa que o uso de colírio lubrificante até melhora a ardência e sensação de areia nos olhos. Entretanto o oftalmologista indica outros cuidados durante o tratamento, para aliviar o sofrimento:
·Use óculos escuros nas atividades externas;
·Interrompa o uso de lente de contato;
·Evite a exposição ao ar-condicionado;
·Hidrate o corpo tomando 30 ml de água/quilo do peso corporal.
·Dê preferência aos colírios lubrificantes sem conservante.
Conjuntivite: Sintomas e tratamento
Queiroz Neto afirma que os tipos mais frequentes de conjuntivite causadas pelo uso indiscriminado de colírios são a viral que tem secreção viscosa e a bacteriana caracterizada pela secreção purulenta.
Vermelhidão, pálpebras inchadas, dor e sensação de areia nos olhos são os sintomas em comum.
O tratamento dura de uma a duas semanas, sendo mais longo na viral e consiste em aplicar três vezes ao dia, compressas frias na viral e compressas quentes na bacteriana, para ajudar o olho expelir a infecção.
Uso de colírios só deve ser adotado sob prescrição médica. A dica do especialista é ocluir o canto interno do olho a cada instilação para evitar efeitos colaterais sistêmicos.
Prevenção
Os principais cuidados preventivos indicados pelo 0ftalmologista para evitar recaída são:
·Mantenha as mãos limpas;
·Não leve as mãos aos olhos;
·Não compartilhe fronhas, toalhas, talheres;
·Evite aglomerações;
·Higienize teclados e se possível evite o compartilhamento;
·Não use lente de contato e maquiagem durante o tratamento;
·Caso use lente de contato substitua por um par novo quando sarar.
Ceratite
O compartilhamento de colírio pode causar inflamação na córnea, lente externa do olho. O principal sintoma é a diminuição da visão .Isso porque, a córnea responde por 60% da refração. Portanto, qualquer sequela nesta área do olho pode comprometer gravemente a capacidade de enxergar.
Se a ceratite não for tratada corretamente leva à perda da visão.
O tratamento depende do agente causador e da gravidade da lesão. Em alguns casos pode exigir transplante de córnea. Quando há perfuração, como já aconteceu com uma paciente após instilar um colírio impróprio, a melhor solução é colar a córnea e entrar com um pedido de urgência no banco de olhos para que não aconteça a perda do globo ocular.
Queiroz Neto afirma que todo cuidado é pouco para evitar complicações na córnea. Por isso quando você sentir um desconforto no olho consulte um oftalmologista. Como diz o ditado: a prevenção é o melhor remédio.
Fonte: Instituto Penido Burnier, Eutrópia Turazzi
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