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Desemprego alcança 50% dos trabalhadores domésticos nas Américas

 

16-06-2021 11:51:48 (226 acessos)
Trabalhadores domésticos em países das Américas do Sul e do Norte sofreram as piores perdas de empregos. No caso do Brasil e região, há indicação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de que até 50% ficaram sem trabalho. Informação recente da entidade ligada à ONU, mostra que na Europa, Canadá e África do Sul as perdas não passaram de 20%. Comparando o impacto, está a referência de que foi inferior a 15% as redução dos postos de trabalho entre outras atividades da economia.

Há no mundo 75,6 milhões de trabalhadores domésticos que há 10 anos estão protegidos pela Convenção sobre Trabalho Decente para as Trabalhadoras e os Trabalhadores Domésticos, instituída pela OIT. Passaram a ser considerados "trabalhadores e prestadores de serviços essenciais." A despeito dessa legislação, denuncia a Organização que as condições de trabalho para muitas pessoas não melhoraram e até pioraram com a pandemia da COVID-19.

Os dados do relatório mostram que 75,6 milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos em todo o mundo (4,5% das pessoas assalariadas globalmente) sofreram significativamente. Isso afetou as famílias que dependem dos trabalhadores domésticos para atender às necessidades diárias de cuidados.

“A crise colocou em evidência a necessidade premente de formalizar o trabalho doméstico para que quem o exerce tenha acesso a um trabalho decente. É preciso começar por expandir e aplicar a legislação trabalhista e previdenciária de todas as pessoas que realizam o trabalho doméstico ”. Palavras de Guy Ryder, diretor-geral da OIT.

Com a convenção, pelo menos 16% dos domésticos obtiveram acesso aos benefícios legais e reconhecimento melhor para a função. Mas o negativo do exerício profissional, é que 36% "permanecem totalmente excluídas das leis trabalhistas." Essa situação tem sido registrada mais frequentemente em países da Ásia, Pacífico e Estados Árabes.

Apenas 1 em cada 5 pessoas que desenvolvem trabalho doméstico, recebem seguro social. É um índice de 18,8% que precisa da atenção fiscalizadora dos responsáveis pelo sistema de trabalho.

Mulheres representam a maior forçade trabalho doméstico, num total de 57,7 milhões, 76,2% da ocupação. Enquanto as mulheres constituem a maioria da força de trabalho na Europa, Ásia Central e Américas, os homens são maioria nos Estados Árabes (63,4%) e no Norte da África, e são pouco menos da metade no Sul da Ásia (42,6%).

 

Fonte: OIT
 

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