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Alzheimer, qualidade de vida é preservada com diagnóstico precoce

 

Atendimento precoce ajuda minorar mal de Alzheimer. Congresso em roxo. Foto AgCâmara, Pierre Triboli
21-09-2021 19:27:06 (1236 acessos)
Perda de funções como memória, raciocínio, juízo crítico e orientação. São sintomas que afetam portadores do mal de Alzheimer, além de lapsos de memória, alterações de comportamento, desorientação espacial e dificuldades para fazer tarefas normais como se alimentar ou se vestir. Nos estágios mais avançados, a pessoa passa a não reconhecer parentes e amigos até ficar totalmente dependente. Mortes cresceram 500% em 10 anos. Efeitos da doença, podem ser controlados se atenção foi na fase inicial.

Brasil segue com o0s esforços para gerar consci9ência de familiares e pessoas do9 relkacionamento para os cuidados com os pacientes de Alzheimer. 

Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, deve-se à Lei 11.736/08.

Enquanto a ciência procura soluções que pelo menos diminuam a dependêncioa do mal, a coletividade internacional segue gerando atenção humanizada aos portadores de alzheimer.

E esse cuidado não é para meno0s, pois há no mundo atualmente quase 36 milhões de pacientes (35,6 milhões, conforme números da Organização Mundial da Saúde - OMS). No Brasil a doença faz víitima 1,2 milhão. Notícia muito ruim é que a maioria nem sabe que é portadora do mal. 

A doença foi descrita pela primeira vez em 1906, pelo psiquiatra alemão Aloysius Alzheimer (1864-1915). Apresenta-se como demência ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais.

Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família, conforme explica a Associação Brasileira de Alzheimer.

Nestes dois dias, a iluminação em apoio ao Setembro Amarelo, de prevenção do suicídio, fica suspensa no Palácio do Congresso Nacional.

 

20200921 - 17:39:44 horas

No Dia Mundial de Conscientização e Prevenção do Alzheimer, todos chamam atenção para a importância do diagnóstico precoce da doença como forma de aumentar a qualidade de vida do paciente por mais tempo. Principal doença degenerativa no mundo, causa uma deterioração do funcionamento cerebral com perda de funções cognitivas, prejuízos de atenção e memória, dentre outros efeitos.

De acordo com a Associação Internacional de Alzheimer, cerca de 50 milhões de pessoas no mundo são acometidas por demência, sendo a mais comum o alzheimer. No mundo, a cada 3 segundos uma pessoa desenvolve algum tipo de demência e estima-se que o número de pessoas nesta condição triplique, passando para 152 milhões em 2050.

O médico geriatra e professor da Universidade Santo Amaro Márcio Kamada alerta para a importância do diagnóstico precoce da doença para que o tratamento seja iniciado o mais brevemente possível postergando os estágios mais graves do alzheimer. “É uma doença progressiva. Os tratamentos vão tentar retardar a evolução da doença e tentar manter o idoso no convívio social para que não fique agressivo ou tenha atitudes inapropriadas socialmente”.

Destacou a necessidade de formação adequada dos profissionais de saúde para que a doença não seja tratada em sua fase inicial como transtornos como depressão ou ansiedade “É muito importante que os médicos que estão na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS) recebam treinamento adequado para identificar precocemente o declínio cognitivo. Muitos dos medicamentos para a demência estão disponíveis de graça na rede pública”.

Segundo o médico geriatra, um dos sintomas mais importantes para o diagnóstico precoce é a perda de memória recente. “A pessoa passa a ser repetitiva, pergunta algo que tinha acabado de perguntar, sendo que a memória antiga está preservada, ela lembra de fatos da infância. O idoso esquece onde guarda os objetos, esquece as palavras. Os familiares percebem que ele perde a capacidade de fazer contas, de lidar com o dinheiro, de receber um troco”.

Numa segunda fase, diz Kamada, o idoso tem problemas de convívio social porque aumenta a agressividade, há constante alteração do humor. Em estágio mais avançado, a pessoa perde a mobilidade, não consegue comer, trocar de roupa ou tomar banho sozinha e passa a ficar praticamente em cima de uma cama.

O tratamento é feito com uma equipe multidisciplinar de médicos, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, educador físico, nutricionista, assistente social. “Mas o melhor tratamento é a inserção social com acolhimento familiar e paciência”.

 

Alzheimer, os sintomas

Mal de Alzheimer, doença degenerativa que causa a morte gradual dos neurônios, evolui lentamente com os tratamentos.

No Dia Mundial do Alzheimer (21 de setembro) a médica Jerusa Smid, do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) foi quem fez esclarecimentos. “O medicamento promove um período de estabilidade. Há casos em que há uma melhora da memória, mas o tratamento é feito para retardar a evolução da doença”.

Doença, que atinge cerca de 5% da população com mais de 65 anos, não tem cura e provoca a perda de funções como memória, raciocínio, juízo crítico e orientação. Portadores da doença apresentam, além de lapsos de memória, alterações de comportamento, desorientação espacial e dificuldades para fazer tarefas normais como se alimentar ou se vestir. Nos estágios mais avançados, a pessoa passa a não reconhecer parentes e amigos até ficar totalmente dependente. “O indivíduo fica repetitivo, incapaz de aprender uma nova informação.

Alteração de memória é justamente para novas informações, para fatos recentes. A memória de acontecimentos antigos continua bastante preservada no início do quadro. [O paciente] pode ainda não reconhecer lugares que antes lhe eram familiares e se perder nas datas. Pode também ter depressão, apatia, surtos de agressividade, delírios de roubo, [mania de] perseguição e ciúme”.

Diz a médica que não existe nenhuma forma de prevenir a doença, mas há estudos que indicam que o cuidado com os fatores cardiovasculares de risco também são importantes para evitar doenças neurodegenerativas. “A prática regular de atividade aeróbica, o controle de doenças como pressão alta, diabetes, colesterol, o não hábito do tabagismo, fazem do indivíduo alguém com menos chance de desenvolver o Alzheimer”. Especialista aconselha as famílias a prestar muita atenção caso haja um parente que se torne repetitivo, que tenha dificuldade para encontrar palavras quando está conversando. Caso percebam esses sintomas, devem procurar um médico geriatra, clínico geral, neurologista ou psiquiatra. “Esses médicos vão aplicar testes adequados e vão ver se realmente é um problema de memória ou não”. 

Médica destacou que quanto mais exercícios o cérebro fizer, menores as chances de a pessoa desenvolver o Alzheimer. Recomendou a leitura, palavras cruzadas, jogos de tabuleiro. “É preciso exercitar o pensamento. Se a pessoa tem o hábito de ler todos os dias, está exercitando o cérebro e já está fazendo uma atividade a mais para se proteger contra essas doenças”.

A neurologista ressaltou ainda que as pessoas que convivem com pacientes, sejam elas parentes ou cuidadores, também devem procurar orientação médica e psicológica. “É uma doença que traz bastante sobrecarga, tanto emocional quanto física, para os cuidadores e familiares porque o indivíduo se torna cada vez mais dependente. É uma doença em que toda a família acaba sendo envolvida e consumida”.

 

Fonte: Agência Brasil
 

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