
"A ciência é inequívoca: o planeta está a entrar em águas desconhecidas, e essas águas estão a aquecer." Assim falou Guterres em comunicado oficial. “Não há tempo a perder. Está em curso uma corrida contra o tempo entre os riscos crescentes e a nossa determinação em agir contra as alterações climáticas e proteger as pessoas. É uma corrida que devemos ganhar."
Há peocupação em todos os ambientes da Terra que podem ser diretamente afetados pelo El Niño. Isso decorre dos sofrimentos experimentados em eventos semelhantes de anos passados. Fenômeno intensificou, historicamente, secas e riscos de incêndio na Amazónia, América Central, Indonésia e Austrália. Esses eventos interromperam a monção na Índia e causaram chuvas torrenciais na África Oriental.
Informação nada boa da Organização Meteorológica Mundial é a de que o fenômeno está "firmemente estabelecido" e deverá aumentar os efeitos ainda mais nos próximos meses. Assegura mais que o El Niño terá intensidade "muito forte" com probabilidade "próxima dos 100%" de durar até fevereiro de 2027.
Olha o que dizem os profissionais da OMM: "O El Niño estabeleceu-se firmemente e irá se intensificar, tornando-se um fenômeno muito forte nos próximos meses, com repercussões significativas nos padrões de temperatura e precipitação, bem como nos riscos associados de inundações, secas e calor extremo."
El Niño, fenômeno natural
O El Niño é um fenômeno natural que se repete a cada 2 a 7 anos.
As águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental
começam a aquecer na primavera, levando a grandes alterações nos
padrões de vento, pressão e precipitação em todo o mundo nos meses seguintes.
As temperaturas da superfície do mar nesta zona do Pacífico equatorial, já estão significativamente acima da média e continuam a subir.
As temperaturas estiveram, em média, 1,5 graus acima do normal entre maio e julho de 2026, passando para dois graus acima do normal em julho, segundo a OMM. Organização cita ainda leituras de 2,2 graus a 2,6 graus acima da média entre o final de julho e meados de agosto, "o que demonstra o contínuo fortalecimento do fenômeno."
Abaixo da superfície do oceano, as temperaturas estiveram ainda mais de 0,8 graus acima da média em algumas áreas, durante julho e o início de agosto.
O evento climático soma-se às alterações causadas pelas atividades humanas, exacerbando os ocorrências extremas.
Previsão para os próximos meses
Para o período de setembro a novembro deste ano, as previsões da OMM indicam aumento da probabilidade de temperaturas acima da média em quase todas as massas terrestres, bem como padrões de precipitação consistentes com uma resposta atmosférica forte e clássica a um El Niño intenso no Pacífico.
No ano seguinte ao El Niño, o calor armazenado no oceano é libertado para a atmosfera, contribuindo geralmente para o aumento das temperaturas globais, levando muitos cientistas do clima a prever que 2027 será o ano mais quente de que há registo.
O ano mais quente até agora é 2024, depois do último El Niño.
Fonte: Organização Meteorológica Mundial, ONU e Agência Brasil
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