
Em despacho do Ministério da Agricultura publicado no Diário Oficial na terça (24), o Mapa decidiu pela “suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim, fundamentada no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense, o que possibilita a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil”.
Ainda que temporária, a medida atende uma demanda do Sistema CNA que, mobilizado por sindicatos e Federações de Agricultura, enfatizou junto ao Executivo e ao Legislativo a importância da adoção de medidas imediatas. Confederação prepara a visita de missão técnica à Costa do Marfim para avaliar adequadamente a situação produtiva, fitossanitária e de trânsito das amêndoas no país exportador.
“A suspensão da importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim é medida cautelar de extrema relevância. Acreditamos na competência técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa para que, com base em critérios científicos, tome a decisão mais assertiva para a proteção do cacau nacional.” Foi o que disser o diretor técnico adjunto da CNA, Maciel Silva.
Produtores se preparam
Outras medidas também estão sendo debatidas regionalmente com os produtores de cacau. O foco tem sido no desenvolvimento de projetos estruturantes e que fortaleçam o produtor frente à cadeia de valor.
A dinâmica adotada tem permitido consolidar percepções de campo, identificar gargalos comuns e orientar uma agenda técnica por eixos, como transparência na precificação, comércio justo, sanidade e organização produtiva.
A partir desses subsídios estão sendo estruturadas frentes de atuação com CNA e parceiros, com encaminhamentos e propostas objetivas para o curto e médio prazo.
Veja o que explica MAciel Silva. “Junto aos Sindicatos e Federações temos buscado meios de ampliar a competitividade da cacauicultura com foco no desenvolvimento econômico sustentável. A avaliação adequada da importação é parte relevante do plano de trabalho para que os produtores tenham condição de permanecerem na atividade e, sobretudo, condicionados a conduzirem os trabalhos de estruturação no longo prazo.”
Fonte: CNA, Assessoria de Comunicação
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