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CNA consegue suspender importação de cacau da Costa do Marfim

CNA consegue suspender importação de cacau da Costa do Marfim
[foto] - Produtores de cacau do Brasil, (na foto fazenda do Pará) conseguem suspender importação da Costa do Marfim. Foto Agência Pará, Marco Nascimento

24-02-2026 12:04:20
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Até avaliação dos impactos, está suspensa a importação de amêndoas de cacau originária da Costa do Marfim. Venceu a alegação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), dos sindicatos e Federações de Agricultura do Pará, Bahia e Espírito Santo, que desejam "proteger a produção nacional do risco de ingresso de pragas e doenças no Brasil e para dar tranquilidade aos produtores rurais brasileiros." Agora os produtores farão missão téncica aos produtores africanos para avaliação.

 


Em despacho do Ministério da Agricultura publicado no Diário Oficial na terça (24), o Mapa decidiu pela “suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim, fundamentada no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense, o que possibilita a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil”.

Ainda que temporária, a medida atende uma demanda do Sistema CNA que, mobilizado por sindicatos e Federações de Agricultura, enfatizou junto ao Executivo e ao Legislativo a importância da adoção de medidas imediatas. Confederação prepara a visita de missão técnica à Costa do Marfim para avaliar adequadamente a situação produtiva, fitossanitária e de trânsito das amêndoas no país exportador.

“A suspensão da importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim é medida cautelar de extrema relevância. Acreditamos na competência técnica da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa para que, com base em critérios científicos, tome a decisão mais assertiva para a proteção do cacau nacional.” Foi o que disser o diretor técnico adjunto da CNA, Maciel Silva.

Produtores se preparam

Outras medidas também estão sendo debatidas regionalmente com os produtores de cacau. O foco tem sido no desenvolvimento de projetos estruturantes e que fortaleçam o produtor frente à cadeia de valor.

A dinâmica adotada tem permitido consolidar percepções de campo, identificar gargalos comuns e orientar uma agenda técnica por eixos, como transparência na precificação, comércio justo, sanidade e organização produtiva.

A partir desses subsídios estão sendo estruturadas frentes de atuação com CNA e parceiros, com encaminhamentos e propostas objetivas para o curto e médio prazo.

Veja o que explica MAciel Silva. “Junto aos Sindicatos e Federações temos buscado meios de ampliar a competitividade da cacauicultura com foco no desenvolvimento econômico sustentável. A avaliação adequada da importação é parte relevante do plano de trabalho para que os produtores tenham condição de permanecerem na atividade e, sobretudo, condicionados a conduzirem os trabalhos de estruturação no longo prazo.”

 

 

Fonte: CNA, Assessoria de Comunicação
 

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