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Vazamento de fluído dá multa e Petrobras para atividades na Foz do Amazonas

Vazamento de fluído dá multa e Petrobras para atividades na Foz do Amazonas
[foto] - Sondagem da Petrobras é na Foz do Amazonas, margem Equatorial

07-02-2026 15:28:31
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Porque a Petrobras vazou fluído em perfuração na Foz do Amazonas, foi multada em R$ 2,5 milhões. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) justifica a punição assim: “A autuação decorre da descarga de 18,44 m³ de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa (mistura oleosa) no mar, oriunda da instalação denominada Navio Sonda 42 (NS-42), que operava na Bacia da Foz do Amazonas.” Poluição foi a 175 quilômetros do Amapá, na Margem Equatorial brasileira.

 


Por causa desse acidente, a Companhia de Petróleo Brasileira interrompeu as eperfurações na Foz do Amazonas. Está dando explicações do ocorido e tem 20 dias para pagar a multa ou recorrer da decisão do IBAMA.

Foi no  dia 4 de janeiro de 2026, esse vazamento em perfuração no mar na Bacia da Foz do Amazonas. Instituto do Meio Ambiente explica que o fluido vazado acidentalmente pela Petrobras, é uma mistura de produtos usada nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás.

De acordo com o IBAMA, o material “representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático.” Essa classificação técnica se encontra definida na Instrução Normativa nº 14, de 28 de julho de 2025.

Produto não é tóxico

A Petrobras confirmou que recebeu a notificação do IBAMA e que vai tomar “as providências cabíveis”. Diferentemente do Ibama, a petroleira sustenta que o material não traz danos ao meio ambiente.

“Reiteramos que o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto. Atende todos os parâmetros do órgão ambiental e não gera qualquer dano ao meio ambiente”, informou a Petrobras.

A partir da ciência do auto de infração, a Petrobras tem o prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa.

Vazamento

Ocorrido no início do ano, o vazamento na região da Bacia do Amazonas teve origem na instalação denominada Navio Sonda 42 (NS-42).

De acordo com a Petrobras, o que ocorreu foi perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho.

Na quarta-feira (260204), a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) impôs novas condições para a Petrobras retomar a perfuração do poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que está paralisado desde o dia 6 de janeiro, dois dias após o vazamento.

A ANP exige, entre outras medidas, a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração - um tubo de grande diâmetro que conecta o poço de petróleo no fundo do mar à sonda.

Além disso, a Petrobras deve apresentar evidências da troca dos selos em até cinco dias após a instalação da última junta, incluindo uma análise da adequação da instalação.

 

 

Fonte: Agência Brasil, Agência Petrobras, IBAMA
 

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