Mulheres também têm melhor visão noturna e mais sensibilidade à luz.
Queiroz Neto ressalta que o calor intenso somado á poluição do ar, afeta olhos, sistema cardiovascular e pele. Recente levantamento feito nos prontuários de 310 pacientes do hospital mostra que olho seco foi duas vezes maior entre mulheres que entre homens. A condição é uma alteração na quantidade ou qualidade da lágrima que tem a função de lubrificar, oxigenar, alimentar e proteger das agressões extremas, a superfície dos olhos.
Afirma o especialista que na mulher a câmara anterior dos olhos tem menor profundidade e as flutuações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual têm uma relação direta com o aumento da pressão intraocular, maior prevalência do glaucoma entre mulheres e com a produção da lágrima.
Sintomas
Queiroz Neto afirma que visão embaçada, sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão e fotofobia, indicam olho seco, mas a condição pode ser assintomática em 11% dos casos. A razão disso é que pode ser decorrente da evaporação da camada aquosa que equivale a 98% da lágrima. “O filme lacrimal também tem uma camada lipídica e outra de mucina."
A maior redução da camada aquosa da lágrima pode causar grave desconforto e geralmente ocorre entre pessoas idosas ou portadoras de doenças sistêmicas. Suas principais causas são menopausa, andropausa, doenças autoimunes, uso de antidepressivos, anti-hipertensivos ou antialérgicos.
“O olho seco também pode ser do tipo evaporativo que responde por 70% dos casos e ocorre em todas as faixas etárias. É causado pela obstrução de glândulas lacrimais que ficam localizadas na borda das pálpebras e produzem a camada lipídica da lágrima para evitar a evaporação da camada aquosa”,
Risco das telas e outros fatores
O oftalmologista afirma que hoje o principal fator de risco do olho seco é o uso diário das telas por muitas horas. Isso porque, explica normalmente, piscamos cerca de vinte vezes por minuto e na frente do monitor de seis a sete vezes. Esta redução faz a lágrima evaporar mais rápido e atinge todas as idades.
Outros fatores de risco do olho seco são o baixo consumo de alimentos ricos em ômega3 – castanhas, nozes, sardinha, salmão e bacalhau , beber pouca água, uso incorreto de lente de contato, diabetes, cicatrizes na córnea, ceratocone e blefarite.
Tratamentos
Queiroz Neto afirma que o olho seco pode ser tratado com colírios lubrificantes, implante de plugue lacrimal e aplicações de luz pulsada que estimulam a produção da camada lipídica da lágrima e apresentam alívio ao desconforto dos olhos desde a primeira aplicação, liberando o paciente do uso de colírios lubrificantes.
As 7 recomendações de Queiroz Neto para você manter os olhos lubrificados são:
Nas telas pisque voluntariamente
Descanse os olhos olhando por 20 segundos a cada 20 minutos para um ponto distante de 20 polegadas ou 6 metros.
Posicione o computador abaixo da linha dos olhos para manter a superfície ocular mais lubrificada.
Desligue os equipamentos uma hora antes de ir dormir para ter uma boa noite de sono.
Limpe a borda das pálpebras com cotonete embebido em xampu neutro para evita a obstrução das glândulas e a blefarite.
Beba água. Hidratação nunca é demais. Protege os olhos, a pele e os rins.
Inclua ômega na dieta. As melhores fontes são: abacate, castanhas e peixes gordos como a sardinha, salmão e bacalhau.
Fonte: Instituto Penido Burnier SP, Eutrópia Turazzi
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