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Planos de saúde podem ser investigados por rescisões indevidas e faturamento

17-05-2024 21:46:26 (144 acessos)
Pode acabar em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) o jogo interminável de acusações entre as empresas de serviços de saúde e consumidores. Isto é o que reflete a discussão convocada pela Câmara dos Deputados, da qual participaram o PROCON, representantes de famílias e a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Foram formuladas denúncias que os planos de saúde estão fazendo cancelamentos unilaterais de contratos.

 


“Simplesmente cancelam esses contratos, muitas vezes por um e-mail. No meio de um tratamento de um câncer, no meio de tratamentos extremamente necessários. E o que ocorre? Agravamento da doença, endividamento das famílias que estão no desespero e acabam contratando crédito para fazer o custeio particular.” São palavras de Robson Campos, do Procon. Falou aos deputados da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara que são noticiados cancelamentos de planos de idosos, de pessoas autistas e de pessoas com doenças raras.

Entre abril e maio de 2024 o Procon de São Paulo constatou aumento de 85% nas reclamações de consumidores em relação a cancelamentos unilaterais de contratos de planos de saúde por parte das empresas.

Segundo Campos, os consumidores de planos de saúde são muito vulneráveis e precisam de proteção. Sugeriu alterações na Lei dos Planos de Saúde para não permitir rescisões unilaterais em planos coletivos empresariais ou por adesão.

Para Vitor Hugo Ferreira, da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, a resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que permite a rescisão unilateral, não pode ser superior à legislação de defesa do consumidor. Mas Carla Soares, da Agência, disse que a Lei dos Planos de Saúde proíbe apenas o cancelamento unilateral de contratos individuais.

A diretora esclareceu que as empresas não podem selecionar consumidores específicos que terão planos cancelados, mas apenas contratos inteiros. Segundo Carla, deve ser respeitado o prazo mínimo de 12 meses de contrato para o cancelamento. Além disso, devem ser garantidos os tratamentos em curso.

Prejuízo bilionário


Marcos Novais, da Associação Brasileira de Planos de Saúde, explicou que as operadoras apresentaram resultado negativo de R$ 17 bilhões nos últimos três anos e estão buscando o equilíbrio das contas. Entre 2022 e 2023, a ANS encerrou a operação de 138 empresas por falta de sustentabilidade financeira.

Em nome da Associação, criticou a rápida incorporação de medicamentos caros como o Zolgensma, para atrofia muscular espinhal, que custa cerca de R$ 10 milhões. Ele disse que 379 operadoras faturam menos de R$ 7 milhões por mês.

“A gente não tem nenhum protocolo ou diretriz para tratamento das terapias, inclusive a terapia do Transtorno do Espectro Autista, dessa condição tão importante. Para longe disso. A gente recebe pedidos de 120 sessões por semana.”

Deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) disse que está coletando assinaturas para uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os abusos dos planos de saúde em relação aos consumidores.

Para o deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), é preciso investigar como os planos de saúde dão prejuízo enquanto os hospitais vinculados dão lucro.

 

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias
 

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