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No tempo frio quase dobram casos de olho seco

No tempo frio quase dobram casos de olho seco
[foto] - Administração de colírio e novos medicamentos para cuidar de olho seco
28-07-2023 12:05:55 (167 acessos)
Praticamente dobram os casos de olho seco no inverno. Entre os brasileiros ocorrem mais registros de vermelhidão nos olhos, sensação de areia, coceira, queimação, sensibilidade à luz e visão embaçada; quer passam de 12% para 20% da população, na proporção de 3 mulheres para cada homem. Esses sintomas mobilizam oftalmologistas de todo o Brasil em torno da campanha Julho Violeta sobre os riscos da doença. Estudo inédito indica novo tratamento para a doença. Conheça os sintomas, riscos e prevenção.

 


De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier, de Campinas (São Paulo), membro do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) o olho seco é uma alteração na quantidade ou qualidade de um dos 3 componentes da lágrima:  água, gordura e mucina.  

Afirma o especialista que a falta de tratamento predispõe à alergia, conjuntivite, calázio, lesão na córnea, principalmente entre pessoas que usam lente de contato ou portadores de ceratocone (doença degenerativa que afina a córnea). Explica o Médico que a lágrima tem função de alimentar e proteger a superfície dos olhos das agressões externas. A deficiência da lágrima deixa os olhos expostos e pode levar à cegueira. "Na frente do olho fica a córnea que responde por 60% de nossa refração ou capacidade de enxergar. Sem lubrificação. esta lente se opacifica."

 

 Tipos de olho seco e gatilhos

O especialista afirma que 7 em cada 10 casos de olho seco são do tipo evaporativo. Significa que estão relacionados a uma disfunção das glândulas de Meibômio que produzem a camada de gordura da lágrima e impede sua evaporação.

"Quando ficamos horas em frente às telas movimentamos menos os olhos e diminuímos de 20 para 6 vezes o número de piscadas por minuto. É por isso que nossos olhos ficam ressecados", pontua.

Dois estudos conduzidos pelo especialista mostram que até os 40 anos 75% das pessoas sentem desconforto nos olhos e cansaço visual depois de duas horas em frente as telas. Acima de 40 anos a prevalência sobre para 90%. "Isso acontece porque a produção da lágrima diminui e outras alterações fisiológicas ocorrem nos olhos conforme envelhecemos", esclarece.

 Diabetes e ar-condicionado

Queiroz Neto afirma que outros gatilhos do olho seco evaporativo são o uso de lente de contato gelatinosas, diabetes, frouxidão palpebral caracterizada pela dobra da pálpebra durante o sono que deixa a superfície do olho exposta, abuso do ar-condicionado e alimentação pobre em ômega 3 contido em nozes, castanha do Pará, linhaça  e peixes gordos: sardinha, bacalhau e salmão. 

"A deficiência da camada aquosa da lágrima produzida pelas glândulas lacrimais de Zeiss e Moll podem passar despercebidas quando a queda na produção é inexpressiva" comenta. Isso porque, observa, 98% da lagrima é composta por água e só a consulta oftalmológica periódica pode detectar a deficiência na fase inicial quando o tratamento é mais efetivo e a doença não deixa sequelas na visão. 

Os fatores de risco da deficiência aquosa da lágrima elencados pelo especialista são o envelhecimento que vem acompanhado pela queda na dos hormônios na menopausa e andropausa, uso de lentes de contato, diabetes, medicamento para hipertensão, antidepressivos, diuréticos e contraceptivos orais.

 

Diagnóstico

O oftalmologista afirma que hoje o diagnóstico é feito com uma câmera que emite luz infravermelha que é teleguiada por um software para avaliar sem interferência na superfície do olho, as 3 camadas da lágrima. "O paciente consegue ver pelo exame qual a real condição do filme lacrimal e isso tem estimulado a adesão ao tratamento."

 

Novo tratamento

Uma recente pesquisa publicada pela American Society for Microbiology (ASM) mostra que em apenas 5 dias, cobaias que receberam um medicamento oral probiótico produzido com reuteriDSM17938, bacilo de origem humana, apresentaram a superfície da córnea mais intacta e saudável. Também foi possível constatar um numero maior de células caliciformes que produzem mucina, um componente essencial do filme lacrimal. Por isso, os cientistas apontam o medicamento que está disponível no mercado, como uma nova opção de tratamento.

Queiroz Neto afirma que o sucesso do tratamento com colírios lubrificantes são uma boa opção para estágio inicial da doença e depende de um diagnóstico preciso. Para olho seco severo o mais indicado é a aplicação de luz pulsada que requer, no mínimo 3 sessões.

 

Prevenção

Para prevenir o olho seco o oftalmologista recomenta: beber água com frequência, incluir na dieta fontes de ômega, proteger os olhos com óculos do vento, poeira e fumaça, descansar os olhos no 5 minutos/hora durante o uso de telas olhando para um ponto distante, manter a glicemia sob controle, evitar o stress.

 

 

Fonte: Instituto Penido Burnier SP - Eutrópia Turazzi
 

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