Letra do Hino Nacional Brasileiro vai completar centenário

 

13-04-2021 19:38:18 (95 acessos)
Boa lembrança foi feita pelo Ministério do Turismo sobre o dia 13 de abril, data da primeira execução do Hino Nacional Brasileiro em 1831. Dotado de particularidades, a letra, escrita em 1909 pelo poeta e professor Osório Duque-Estrada (1870-1927), só foi oficializada em setembro de 1922. No País onde a palavra patriotismo anda quase esquecida, o momento faz cultuar o esforço pelo cumprimento da exortação do poema. Em algumas escolas ainda se costuma cantar o Hino pátrio, uma vez na semana.

Em 13 de abril de 1831 foi executado pela primeira vez o Hino Nacional Brasileiro no Teatro São Pedro de Alcântara, na Praça da República, no Rio de Janeiro. O Hino Nacional é um dos quatro símbolos oficiais que representam a República Federativa do Brasil. Os outros símbolos são: a Bandeira Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional.

A música foi composta por Francisco Manuel da Silva (1795-1865) em 7 de abril de 1831, data da abdicação de D. Pedro I em favor de seu filho D. Pedro II. O compositor, maestro e professor foi fundador do Conservatório do Rio de Janeiro (atual Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e patrono da Academia Brasileira de Música.

A letra foi escrita em 1909 por Osório Duque-Estrada (1870-1927), poeta, crítico literário, professor e ensaísta, e membro da Academia Brasileira de Letras. Em dois versos do Hino, ele faz referência à Canção do Exílio, de Gonçalves Dias: “Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida no teu seio mais amores”.

Em 1890, o governo oficializou apenas a parte instrumental do Hino. O poema de Duque-Estrada foi oficializado como letra em setembro de 1922, por ocasião da comemoração do Centenário da Independência do Brasil.



A obra “Hino Nacional Brasileiro” foi

publicada em 1968 pela Sociedade

dos Cem Bibliófilos do Brasil, sob a

direção de Raymundo de Castro Maya.

 

HINO NACIONAL

Parte I

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

 

 

Fonte: Ministério do Turismo, Biblioteca Nacional
 

 1 Comentários para esta notícia

  1. author

    Muito bom...eu tive um diretor nota 10. Fazia a escola inteira cantar o hino todos os dias...se alguém errava,..parávamos e começávamos de novo. Mas aprendemos! Valeu muito à pena.


 

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