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Por falta de vacina, 3 milhões de jovens correm risco de contrair dengue

Por falta de vacina, 3 milhões de jovens correm risco de contrair dengue
[foto] - Jovens devem procurar vacina para se prevenir contra a dengue

26-10-2026 23:32:18
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Mais de 3 milhões de adolescentes que tomaram a primeira dose da vacina contra a dengue, ainda precisam voltar aos postos de saúde para completar o esquema vacinal. Até agora a distribuição foi de 11,8 milhões de doses administradas em todo o Brasil, das quais 7,6 milhões como primeira dose, e 4,2 milhões como segunda. Quem deixou de completar as doses, continua em risco de contrair a doença. A imunização pode ser feita 90 dias depois da primeira dose.

 


Foi Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), quem mostrou esses números na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, realizada no Rio de Janeiro.

Há ainda a observação que interessa aos jovens e a todos que precisam: quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios ainda não foram aplicadas. Alerta o diretor do PNI que, no verão, os casos de dengue costumam subir no Brasil, o que pode ocorrer de forma mais intensa na temporada 2026-2027, por causa do El Niño.  

"Vacinar adolescente, sem eles terem percepção de risco, é muito difícil.

No caso da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal [em que a incidência

da doença é mais baixa], para que a pessoa entre na sazonalidade protegida", complementou. 

Está garantido o fornecimento para o público-alvo, apesar de a farmacêutica japonesa Takeda, fabricante da vacina Qdenga, ter uma capacidade de produção que não atende a toda a população brasileira, explicou Gatti.

Além das vacinas obtidas em 2024 e 2025, o Brasil tem um contrato vigente que prevê a entrega de 9 milhões de doses em 2026, e outras 9 milhões em 2027.

Disponível em todo o país

A vacinação contra a dengue no Brasil foi iniciada nos municípios mais afetados pela doença, avançando progressivamente; e, já é feita em todo o País. Público-alvo são as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. 

Explicou o diretor da Sociedade que quando a vacina foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os dados que comprovavam a segurança eram mais robustos para a faixa etária de 4 a 16 anos. Dentro desse universo, as chances de adoecer com gravidade, são maiores entre 10 e 14 anos. 

"Olhando para o que o mundo e o Brasil produziram de conhecimento nos últimos anos, nós já temos mais dados de segurança e continuamos olhando para isso com muita atenção. A ampliação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, até um desejo, mas a gente precisa ter cuidado com as questões operacionais, orçamentárias e de segurança."

Vacina do Butantan suspensa

O diretor do PNI também esclareceu que a aplicação da vacina produzida pelo Butantan continua suspensa, após a identificação de três casos de dengue grave adquiridos após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil vacinados.

Ainda não está confirmado que a vacina tenha causado a doença, mas a coincidência temporal foi considerada um sinal de segurança pelo Ministério da Saúde, que decidiu suspender a vacinação em junho.

"Isso não cancela a vacina, mas nós temos a necessidade de avaliar com estudos complementares se, de fato, o sinal de segurança representa algo que compromete", acrescentou Gatti.

O diretor do PNI classificou a vacina do Butantan como "uma grande esperança para o País".

"É uma tecnologia nacional, e a nossa ideia era vacinar de 40 a 60 milhões de pessoas por ano, o que significa que, em três anos, nós conseguiríamos chegar a toda a população elegível do país. Mas, antes, precisamos sanar todas as lacunas geradas a partir desse sinal de segurança", explicou o diretor do PNI.

 

 

Fonte: Agência Brasil, Ministério da Saúde
 

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