
O vazamento ocorrido dia 6 de janeiro de 2026, ocorreu em uma das cavas da mina de Fábrica e atingiu cursos d'água responsáveis por alimentar o rio Paraopeba, causando assoreamento de córregos e danos à vegetação. Assim está descrito pelo MPMG na ação.
Houve extravasamento de 263 mil metros cúbicos de água turva que continha minério e outros materiais do processo de beneficiamento mineral. Segundo o MP, houve falha no sistema de drenagem do reservatório da mina.
A partir da determinação da Justiça, atividades de mineração em Ouro Preto, somente poderão ser retomadas quando for comprovada tecnicamente a estabilidade e segurança de todas as estruturas do complexo.
Em caso de descumprimento, a Vale fica sujeita a multa diária de R$ 100 mil, até o limite de R$ 10 milhões.
O Ministério Público também acusa a Vale de demorar 10 horas para comunicar o vazamento às autoridades, dificultando a resposta da Defesa Civil.
Vazamento atinge a CSN
O material levado pelo vazamento chegou a atingir uma área de outra mineradora - a CSN - provocando danos materiais. Depois, essa lama chegou ao rio Goiabeiras, que atravessa parte da área urbana da cidade, antes de se encontrar com o rio Maranhão, já na área central de Congonhas.
O rio Goiabeiras é afluente do rio Maranhão e este deságua no Paraopeba, o mesmo que passa por Brumadinho e foi atingido pelo rompimento de uma barragem da Vale em 25 de janeiro de 2019, há sete anos.
Fonte: Brasil e Ministério Público
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