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Mal da vaca louca, risco ainda insignificante no Brasil, diz o Governo

 

Não sao risco, os casos do mal da vaca louca em Minas Gerais e Mato Grosso. Foto EMBRAPA iStock
04-09-2021 20:05:32 (140 acessos)
Par5a o Brasil o registro de casos do mal da vaca louca em Belo Horizonte (Minas Gerais) e Nova Canaã do Norte (Mato Grosso), representam "risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos.” A posição do Governo externada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é de suspender as exportações de carne bovina, inclusive para a China, que de janeiro e julho de 2021 já comprou 490 mil toneladas.

Depois da confirmação dos casos pelo laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Alberta, no Canadá, aSecretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) começou a tomar providências. Anunciou oficialmente os casos atípicos de encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como o mal da vaca louca, em frigoríficos de Nova Canaã do Norte e de Belo Horizonte. 

De acordo com o Ministério, todas as ações sanitárias de mitigação de risco foram concluídas antes mesmo da emissão do resultado final pelo laboratório. “Portanto, não há risco para a saúde humana e animal.” É o que fala a informação oficial brasileira. Lembram as autoridades que os casos foram detectados durante a inspeção realizada antes do abate dos animais. “Trata-se de vacas de descarte que apresentavam idade avançada e que estavam em decúbito [deitadas] nos currais.”

Exportações suspensas

Conforme preveem as normas internacionais, o Brasil também notificou oficialmente a OIE da ocorrência. No caso da China, em cumprimento ao protocolo sanitário firmado com o Brasil, as exportações de carne bovina ficam suspensas temporariamente. A medida, que passa a valer a partir de 4 de setembro de 2021, ficará em vigor até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos.

China é o principal destino da carne brasileira, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). No mês de julho foram exportados 91.144 toneladas do produto, crescimento de 11,2% em relação ao mesmo mês de 2020, com alta de 19,1% nas receitas, somando US$ 525,5 milhões. No acumulado, de janeiro a julho de 2021, os embarques para a China já somam 490 mil toneladas e receitas de US$ 2,493 bilhões, crescimento de 8,6% e 13,8%, respectivamente, no comparativo com o mesmo período de 2020.

Classificação de risco

O Mapa esclareceu ainda que a OIE exclui a ocorrência de casos atípicos da vaca louca para efeitos do reconhecimento do status oficial de risco do país. “Desta forma, o Brasil mantém sua classificação como país de risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos”, completou.

Segundo o ministério, estes são o quarto e quinto casos atípicos da doença registrados em mais de 23 anos de vigilância do país. Eles ocorrem de maneira espontânea e esporádica e não estão relacionados à ingestão de alimentos contaminados. A pasta destacou que o Brasil nunca registrou a ocorrência de caso clássico do mal da vaca louca.

 

Fonte: Agência Brasil
 

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