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EMBRAPA trabalha para reduzir impacto da falta de água na pecuária

 

Pesquisadores recomendam medidas simples para evitar perdas maiores da escassez de agua na pecuaria
03-08-2021 20:02:17 (320 acessos)
Manejo hídrico dos sistemas de produção animal é o primeiro passo para promover a eficiência do uso da água.  Esse manejo é o uso cotidiano de práticas e tecnologias que conservem a água em quantidade e com qualidade. Pesquisadores da EMBRAPA estão tratando disso e recomendam medidas que consideram simples num tempo de seca em qualquer parte do País. Carência da água causa prejuízos na produção de carne e leite

Esse período de escassez hídrica, que muitos estados atravessam,

tem impacto direto na pecuária, afetando a produção de carne e

leite. O déficit hídrico tem reflexos na diminuição da qualidade

e quantidade de pastagem, redução das condições de bem-estar dos

animais, dificuldade na manutenção das condições sanitárias de manejos.

Para o pesquisador Julio Palhares, especialista em recursos hídricos da Embrapa Pecuária Sudeste, algumas medidas podem contribuir para minimizar os impactos das produções animais no consumo de água. Para ele, o pecuarista deve agir para ser mais eficiente no uso da água. “O Brasil, em comparação com outros países e com os principais produtores de commodities agropecuárias, tem uma condição de conforto hídrico, mas que não é infinita e a manutenção depende das ações de hoje para garantir as produções de amanhã”, destacou.

Em junho, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) publicou a Declaração de Situação Crítica de Escassez Quantitativa de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Paraná. De acordo com Palhares, essa bacia abastece vários estados produtores de alimentos no Brasil e grandes centros urbanos e industriais. “Ainda não há necessidade de restrições oficiais para consumo de água, como a irrigação e o abastecimento animal, mas em muitas fazendas essas restrições já estão presentes, e estamos no meio do período das secas. Esse panorama pode ficar mais grave”, alertou.

Algumas medidas têm custo zero, pois envolvem apenas mudanças comportamentais,

como, por exemplo, fazer a raspagem do piso da sala de ordenha. Outras, o

investimento é baixo: substituição de mangueira de fluxo contínuo por

modelo de fluxo controlado, manutenção do piso e programa de

detecção de vazamentos. O pecuarista deve fazer o manejo nutricional

de forma precisa para os animais. A instalação de hidrômetros na

propriedade para medir o consumo de água e de cisternas para captação da água

da chuva são práticas que auxiliam para se conhecer os fluxos

hídricos do sistema de produção e ter uma fonte alternativa de água.

Segundo Palhares, o futuro será hidricamente mais desafiador para produção animal brasileira. “O quão grande será esse desafio, depende de nossas atitudes agora. Se internalizarmos o manejo hídrico em nossos sistemas de produção e promovermos a eficiência hídrica de nossos produtos, superaremos o desafio de forma tranquila”, conclui.

 

Fonte: EMBRAPA - Comunicação Social
 

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