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Venda de 8 refinarias pode ajudar o Brasil baratear preço de combustível

 

Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras falou de precos de combustiveis e venda de refinarias
28-06-2021 13:32:07 (121 acessos)
Quando for terminada a venda de 8 refinarias, a Petrobras (Companhia Brasileira de Petróleo) está certa que pela concorrência entre as petroleiras será possível a baixa de preços de combustíveis para o consumidor. Estão preparadas para a venda, as refinarias Presidente Bernardes, Henrique Lage, Paulínia e Capuava, em São Paulo, Duque de Caixas no Rio de Janeiro, Landulpho Alves no Recôncavo Baiano. Além disso, o negócio ajudará na redução da dívida de US$ 75,5 bilhões para US$ 67 bilhões.

Essas informações foram dadas pelo presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna. “Como há várias empresas fazendo concorrência, entendemos que esse preço vai baixar”, disse na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, da Câmara dos Deputados. 

Política de preços da Companhia brasileira, foi o propósito da audiência. Daí a referência sobre a venda de 8 ativos. Negócio já concluído é o da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia. Foi negociada com um fundo de investimentos árabe (Mubadala Capital) por US$ 1,65 bilhão.

Outras unidades relacionadas para negócio mas não referidas pelo Presidente Luna, são: 

  1. Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul;
  2. Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas;
  3. Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco;
  4. Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais;
  5. Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará;
  6. Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em Araucária, no Paraná.

Sobre preços. Luna informou que a gasolina sai a R$ 1,90 da Companhia (preço de abril e maio 2021). Ao chegar na bomba, o preço embute outros valores, como tributos e lucros do revendedor. “A maior parte do preço é feita fora [sognifica superposição quando os produtores já se encontram fora das refinarias da Petrobras]. A Petrobras não interfere nesse valor”, afirmou.

Presidente Joaquim Luna ouviu críticas dos parlamentares ao custo atual dos combustíveis para os consumidores. 

Petrobras no vale da morte


Os deputados também questionaram a decisão da Petrobras de se desfazer dos ativos. Joaquim Luna informou que o plano de desinvestimento é uma necessidade para reduzir o passivo financeiro. A meta é fechar 2021 com dívida bruta de US$ 67 bilhões.

Luna disse que o elevado endividamento e a crise provocada pela

Operação Lava Jato, que investigou desvios de dinheiro na

Companhia, fizeram a estatal passar “pelo vale da morte.

Em função das dívidas, tínhamos que fazer uma escolha: falir ou então fazer

seleção da frente onde queríamos atuar. Por isso optamos por sair de algumas áreas.”

O plano estratégico da empresa para os anos de 2021 a 2025, aprovado em novembro de 2020, decidiu focar nas áreas de exploração e produção de petróleo e nas refinarias de melhor logística, que produzirão combustível com menor teor de enxofre. Foram então relacionadas as refinarias Presidente Bernardes, Henrique Lage, Paulínia e Capuava, em São Paulo, e Duque de Caixas (RJ).

Repercussão


A medida gerou controvérsia na audiência. O deputado Sanderson (PSL-RS), que representou o governo no debate, disse que a Petrobras está focando seus esforços no que faz melhor, que é a exploração e produção de petróleo em águas profundas. “Teremos com certeza uma empresa hígida financeiramente”, afirmou.

Já o deputado Paulo Ramos (PDT-RJ) criticou o plano de desinvestimento, que segundo ele compromete a soberania nacional. “Não é desinvestimento, é privatização, é desnacionalização, é entrega do patrimônio nacional, é crime de lesa-pátria”, afirmou. Crítica semelhante foi feita pelos deputados Joseildo Ramos (PT-BA), Érika Kokay (PT-DF) e Helder Salomão (PT-ES).

O deputado Christino Aureo (PP-RJ), que coordena a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis (Freper), não criticou as medidas tomadas pela companhia, mas manifestou preocupação com o impacto delas na economia. “A preocupação é se essa realocação dos investimentos da Petrobras terá impacto negativo no desenvolvimento das regiões. Se essa realocação de investimento corre o risco de provocar desemprego”, disse Aureo.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias
 

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