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CEPAL e OIT orientam para recuperação de empregos

 

No ambiente hospitalar e de emergencias, trabalhadores vivem risco permanente de contrair doencas.
22-06-2021 13:41:34 (237 acessos)
Recuperar o emprego nos setores mais afetados e melhorar aspectos institut5cionais referentes à saúde e segurança no trabalho e cuidar pela valorização dos que atuam em plataformas digitais, são os principais benefícios que os Governos e as empresas devem cuidar. Com a retração do PIB (Produto Interno Bruto) de 7,1% em 2020 nos países da América Latina e Caribe, o volume de desemprego superou 10,5%. Todo o ambiente ficou degradado e carece de medidas que ajudem na superação.

No relatório divulgado (210614) pela CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe) e OIT (Organização Internacional do Trabalho) está mostrado que a perda do emprego em 2020 foi muito mais forte nestes setores:

  1. hotelaria (19,2%),
  2. construção (11,7%),
  3. comércio (10,8%), 
  4. transportes (9,2%),                            
  5. indústria (8,6%),
  6. outros serviços (7,5%),
  7. agricultura (2,4%).

Melhores condições de trabalho para todos vai ajudar na recuperação do emprego. É o que acreditam a duas organizações das Nações Unidas. Recomendam a promoção da inclusão laboral das mulheres e a regulamentação adequada das novas modalidades de trabalho.

Durante a pandemia, a atividade do trabaho digital sofreu precarização, apesar de terem sido fonte de emprego muito importante devido à necessidade de reduzir os contatos pessoais e manter a distribuição de bens essenciais. Apesar disso, houve agravamento da atividade, pela instabilidade, por longas jornadas de trabalho, pela ausência de proteção sócio-laboral e pela falta de opções de diálogo e representação.

O relatório destaca a necessidade de desenhar marcos regulatórios adequados para cumprir o objetivo de estabelecer e proteger os direitos sociais e trabalhistas para essas novas formas de trabalho em expansão.

Trabalhadores em risco

Trabalhadoras em setores específicos, como emergência, saúde e assistência social, estão particularmente vulneráveis ao risco de infecção. De acordo com a OIT, 7.000 profissionais da saúde morreram desde o início da crise, enquanto 136 milhões de profissionais da saúde e da assistência social, correm o risco de contrair COVID-19 no ambiente de trabalho.

As pressões e riscos enfrentados pelos profissionais de saúde durante a pandemia também afetaram a saúde mental: 1 em cada 5 profissionais da saúde em todo o mundo, relatou sintomas de depressão e ansiedade.

Assim como os setores de saúde e de cuidados, muitos outros locais de trabalho têm sido fonte de surtos de COVID-19, especialmente aqueles onde as pessoas estão em ambientes fechados ou próximas umas das outras por um determinado período de tempo, bem como em situações em que acomodação ou meios de transporte são compartilhados.

Embora o teletrabalho tenha sido essencial para limitar a propagação do vírus,

manter empregos e a continuidade dos negócios e dar às pessoas maior

flexibilidade, também dificultou a delimitação entre o trabalho e a vida

privada. Das empresas pesquisadas pela OIT e pela Rede SST do G20, 65%

relataram que é difícil manter o moral dos trabalhadores durante o teletrabalho.

Relatório da Organização afirma que as pequenas e microempresas muitas vezes têm dificuldade em cumprir os requisitos oficiais de SST, porque muitas não têm recursos para se adaptar às ameaças representadas pela pandemia.

Entre as 1,6 bilhão de pessoas que trabalham na economia informal, principalmente nos países em desenvolvimento, a maioria continuou a trabalhar apesar das medidas de confinamento, de distanciamento social e de restrição ao deslocamento, entre outras medidas aplicadas. Isso as coloca sob um alto risco de contrair o vírus, mas a maioria não tem acesso à proteção social básica, como licença ou auxílio-doença.

Conforme destaca o relatório, as Normas Internacionais do Trabalho fornecem orientações específicas sobre como enfrentar esses desafios e, consequentemente, mitigar o risco de propagação do vírus no trabalho. Fornecem ferramentas para implementar mecanismos de SST adequados e garantir que trabalhadores, empregadores e governos possam promover o trabalho decente, enquanto se adaptam aos efeitos socioeconômicos da pandemia.

As Normas Internacionais do Trabalho também encorajam o diálogo social como o método ideal para garantir que os procedimentos e protocolos sejam aplicados e aceitos de forma eficaz.

 

Fonte: OIT e CEPAL
 

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