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Brasil registra maior produção de aço da história: 14,9 milhões de ton

 

Brasil registra maior producao de aco da historia: 14,9 milhoes de toneladas em 5 meses. Foto AgBR.
17-06-2021 20:11:07 (209 acessos)
Brasil acaba de chegar à maior produção de aço da história com um total de 14,9 milhões de toneladas. Número do Instituto Aço Brasil (IABr) revela crescimento de 20,3% de janeiro a maio de 2021. Um comunicado mostra outros dados: produção de laminados no período subiu 29,7%, com 11,1 milhões de toneladas; e, a de semiacabados para vendas somou, 3,3 milhões de toneladas, acréscimo de 0,5%. Vendas internas fecharam os 5 meses em 10 milhões de toneladas, alta de 46,4%.

Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil, comenta que o consumo aparente de produtos siderúrgicos no País foi de 11,5 milhões de toneladas no acumulado até maio, com expansão de 50,7% comparado em igual período de 2020.

Produção e consumo de ação fala diretamente sobre desenvolvimento e por isso os brasileiros comemoram os registros históricos como prova material do crescimento da economia, apesar dos gfraves desafios sociais e sanitários.

As importações alcançaram 2 milhões toneladas até maio, aumento de 128,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 1,8 bilhão, crescimento de 92,2% no mesmo período de comparação. Já as exportações somaram 4,3 milhões de toneladas e US$ 3 bilhões de faturamento nos cinco primeiros meses do ano, representando retração de 13,6% e aumento de 20,5%, respectivamente, na comparação com igual período do ano passado.

Produção cresce 40,1%

Marco Polo informou que em maio de 2021, a produção brasileira de aço bruto alcançou 3,1 milhões de toneladas. Representa crescimento de 40,1% frente ao apurado no mesmo mês de 2020, constituindo a maior produção mensal desde outubro de 2018. Os resultados foram favoráveis também em relação à produção de laminados e de semiacabados para venda. Foram produzidas 2,4 milhões de toneladas de laminados, 70,9% a mais do que em maio de 2020; já a produção de semiacabados para vendas totalizou 797 mil toneladas, aumento de 26,5% em relação ao mesmo mês do ano passado

As vendas internas avançaram em maio 73,9% frente ao apurado no mesmo mês de 2020 e atingiram 2,1 milhões de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,5 milhões de toneladas, 83% superior ao apurado em maio de 2020.

As exportações em maio foram de 746 mil toneladas, equivalente a US$ 636 milhões. Números mostram queda de 12,2% em quantidade e aumento de 50,8% em valor, na comparação com o mesmo mês de 2020. Nas importações de maio, o IABr apurou 550 mil toneladas em quantidade e US$ 488 milhões em valor, o que representou alta de 267,7% e 195,3%, respectivamente, em relação ao registrado em maio de 2020.

Mais do que antes da pandemia

Marco Polo disse que “os dados mostram que a indústria brasileira do aço está produzindo e colocando no mercado interno, mais aço do que vinha sendo demandado antes da pandemia”. Segundo o executivo, a demanda atual pode ser explicada pela retomada dos principais setores consumidores e, também, pela formação de estoques defensivos de alguns segmentos que querem se proteger de cenário de volatilidade do mercado.

“Volatilidade esta provocada pelo movimento mundial de boom nos preços das commodities. Quase todos os insumos e matérias primas, em especial minério de ferro e sucata, continuam com significativa elevação de preços, causando forte impacto nos custos de produção da indústria do aço”, disse o presidente executivo do IABr.

Explicou que não há qualquer situação de excepcionalidade no mercado doméstico de aço. “O fornecimento está normalizado e as empresas siderúrgicas estão em ritmo de produção superior àquele verificado no período anterior ao início da pandemia da covid no país”.

Confiança e expectativa

O instituto divulgou também (210617) o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (Icia), referente ao mês de junho. O indicador recuou 7,3 pontos frente ao mês de maio, para 63,8 pontos, após dois meses de crescimento.

De acordo com o IABr, a redução da confiança dos executivos da indústria do aço ocorreu, exclusivamente, pela piora das expectativas para os próximos 6 meses. Ainda assim, o indicador se mantém 13,8 pontos acima da linha divisória de confiança de 50 pontos e 2,6 pontos acima da média histórica do indicador, de 61,2 pontos.

Valores acima de 50 pontos indicam confiança, enquanto valores abaixo de 50 pontos apontam falta de confiança.

 

Fonte: IABr
 

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