01/07/2016 (12:50)

Redução de sal não é fácil, mas Brasil avança novas etapas

Porque é um antioxidante natural, responsável pela preservação dos alimentos, a retirada do sal ou sódio, é mais complexa do que se imagina. Realçando o sabor é um componente da estrutura nutricional, enraigado nos costumes de brasileiros e outros povos do mundo. Mas o Governo do Brasil vem conseguindo entendimentos positivos com a indústria.

 

Mais uma etapa do processo de extração do sal nos alimentos, começa ser vencida em 2 de julhop de 2016. A partir de agora a indústria terá de colocar rótulos com instruções muito claras em linguagem e aparência, para que os consumidores saibam exatamente o que estão comprando para preparar. E aí entram não só os níveis de sódio, mas todos os componentes doi alimento.

Por enquanto estão exigidos 17 alimentos que causam alergias. Isso contribuirá para evitar choques de urgência. Anunciaram autoridades que já foram retiradas 14.893 toneladas de sódio dos alimentos. Objetivo até 2020 é pelo menos 28.562. Entendimento entre as partes é o benefícioi da conscientização, de que o excesso de sal é prejudicial à saúde humana. Provoca diversas doenças, entre as quais a hipertensão arterial, que é um dos maiores motivos de mortes no País.

Industriais dispuseram de um ano para se preparar e cumprir as determinações acordadas. Por isso não poderão alegar qualquer motivo para descumprir. E se isso acontecer, além de multas pecuniárias, poderão até sofrer interdição dos locais de industrialização.

Números da redução de sal

Maior redução de sódio foi observada nos temperos, com queda de 16,35%, seguida pela margarina com 7,12%. Outras categorias também registraram queda: cereais matinais, 5,2%; caldos e cubos em pó, 4,9%; temperos em pasta, 1,77%; e tempero para arroz, 6,03%. Caldos líquidos e em gel é a única categoria que teve aumento na concentração de sódio, 8,84%.

O volume total de sódio reduzido dos alimentos na três etapas, corresponde, segundo o ministério, a 3.723 caminhões de 10 toneladas carregados de sal; alinhados, eles preencheriam 52 quilômetros de estradas.

A primeira etapa do acordo, assinado em abril de 2011, estabelecia metas nacionais de redução de sódio em massas instantâneas, pães de forma e bisnaguinhas. Os resultados mostraram que 1.859 toneladas de sal foram retiradas dos alimentos nessa fase.

Em outubro de 2011, a retirada de sal foi acertada para batatas fritas, salgadinhos, bolos e misturas para bolos, maionese e biscoitos, com redução total de 5.793 toneladas. Os resultados da terceira etapa do acordo, assinado em agosto de 2012, que previa a redução de sódio em temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais até 2015, mostraram redução de 7.241 toneladas de sal nos alimentos.

 

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