22/06/2016 (19:01)

Ganância de comerciantes causa aumento de preço do feijão e de alimentos

É a ganância e o comportamento que os brasileiros conhecem desde que os fiscais do ex-Presidente José Sarney saíram às ruas, causadores de inflação e no caso de agora a explosão do preço de feijão. Portanto não dará resultados duradouros a ação do Governo importando feijão de países do Mercosul e até do México. Nem os produtores são culpados.

 

Brasil tem negligenciado os estoques reguladores para enfrentar ameaças de desabastecimento. Mas os há os produtores que costumam segurar vendas aos mercados na esperança de melhores preços. E surge nesse momento a especulação. Nas feiras, mercados e já conhecidos sacolões, quase tgodos os produtos agrícolas rtêm sofrido aumentos exagerados e há anos, sem que haja medidas de contenção, em nome da liberdade na economia.

Um exemplo típico é a fruta poucan, variedade muito doce e macia. Curitiba possui plantações no município vizinho de Cerro Azul, que proporciona o abastecimento durante até 3 meses. Supermercados mais procurados pela população, como o Condor, surpreendem ao comercializar o quilo numa semana a R$ 0,90; mas na semana seguinte coloca o mesmo produto a R$ 1,99. E nas feiras de rua o comportamento é muito pior. No final da temporada a poucan surge nas bancas até a R$ 4,00.

Importar feijão

Agora o Presidente da República, Michel Temer, libera a importação de feijão para tentar conter a alta dos preços de um produto que é o mais consumido, junto com o arroz, pelos brasileiros. Iniciativa é boa, diante da impossibilidade de reeducar comerciantes para um comportamento diferente. Ameaça ir comprar até na China e no México! E aparece aqui mais uma vergonha nacional, para o País que é o maior produtor de alimentos na América Latina.

Autorização de Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é para compra na Argentina, Paraguai e na Bolívia. E o Ministro tem ourtra medida que poderia dar bons resultados, não fosse a ganância de empresários do setor alimentício. Veja o que sugeriu:  “Pessoalmente tenho me envolvido nas negociações com os cerealistas, com os grandes supermercados, para que eles possam fugir do tradicional que se faz no Brasil, e ir diretamente à fonte onde tem esse produto e trazer. E, à medida que o produto vai chegando ao Brasil, nós temos certeza de que o preço cederá na medida em que o mercado for abastecido”.

Instituto do Feijão culpa a seca

De acordo com o Instituto Brasileiro do Feijão, o aumento se deve à seca em grande parte dos estados que produzem o grão. Com isso, houve queda na oferta e, com o aumento da demanda, os preços acabaram subindo. O preço do feijão-carioca chegou a R$ 10 em supermercados de vários estados brasileiros.

 

 

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