24/05/2016 (22:24)

Preço do petróleo deve aumentar em 2016, diz Banco Mundial

Em meio a um sentimento de melhora do mercado global e enfraquecimento do dólar norte-americano, o Banco Mundial revisou para cima previsão para os preços do petróleo bruto em 2016 para US$ 41 por barril em comparação com a previsão anterior de US$ 37. Previsões dos mercados de produtos básicos dizem que a oferta do produto vai se reduzir.

 

O mercado de petróleo bruto recuperou-se de um nível baixo de US$ 25 por barril em meados de janeiro para US$ 40 por barril em abril após interrupções de produção no Iraque e na Nigéria e um declínio da produção de países não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Uma proposta de congelamento da produção por parte dos principais produtores não se materializou na reunião de meados de abril.

“Prevemos preços levemente mais altos dos produtos energéticos básicos no decorrer do ano à medida que os mercados se reequilibrarem após um período de excesso da oferta,” afirmou John Baffes, economista sênior e principal autor da projeção. “Mesmo assim, os preços da energia poderão cair ainda mais se a OPEP aumentar a produção de forma significativa e a produção não OPEP não diminuir da maneira rápida conforme se prevê.”

Preço de produtos básicos

O preço da energia, inclusive do petróleo e do carvão, deverá diminuir 19,3% em 2016 em comparação com o ano anterior, uma queda mais gradual do que os 24,7% previstos em janeiro. Os produtos básicos não energéticos – tais como metais e minerais, agricultura e fertilizantes – deverão diminuir para 5,1% neste ano, uma revisão para baixo frente à queda de 3,7% prevista em janeiro.

O preço dos metais deverá cair 8,2% no próximo ano, uma queda inferior aos 10,2% previstos em janeiro, refletindo expectativas de aumento da demanda por parte da China.

Segundo as previsões, o preço de produtos agrícolas deverá diminuir mais do que o previsto em janeiro no que, segundo se espera, seja outro ano de colheitas favoráveis para a maioria dos cereais e produtos básicos de sementes oleaginosas. O preço de produtos agrícolas básicos também caiu em consequência de custos energéticos mais baixos.

O preço baixo dos produtos básicos está prejudicando as perspectivas de crescimento de muitos países ricos nesses recursos que tiveram um surto de exploração, investimento e produção durante a expansão de produtos básicos na década de 2000.

Crescimento mais rápido

Os países que tomaram recursos emprestados e investiram pesadamente na expectativa de um crescimento mais rápido talvez tenham dificuldade em cumprir o serviço de sua dívida e manter o investimento quando o crescimento for desapontador em consequência do preço mais baixo dos produtos básicos, disse uma matéria especial da Commodity Markets Outlook.

Com o preço atual do petróleo e metais de 50% a 70% mais baixo do que no pico do início de 2011, os projetos de desenvolvimento de recursos naturais já foram postos de lado ou adiados em vários países emergentes e em desenvolvimento.

“Esse adiamento de projetos pode prejudicar os países que não podem se dar ao luxo de tais reveses,” afirmou Ayhan Kose, diretor do Grupo de Perspectivas do Desenvolvimento do Banco Mundial.

“Maior transparência, maior eficiência governamental e melhoria nas estruturas macroeconômicas podem suavizar esses reveses. Talvez seja melhor para os países esperarem que os preços voltem a aumentar antes de lançarem novas iniciativas de desenvolvimento de recursos naturais.”

A Commodity Markets Outlook do Banco Mundial é uma publicação trimestral. O relatório oferece uma análise de mercado detalhada dos principais grupos de produtos básicos, incluindo energia, metais, agricultura, metais preciosos e fertilizantes. As previsões de preços até 2026 de 46 produtos básicos figuram juntamente com dados de preços histórico.

 

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