25/02/2016 (22:15)

Prefeitura do Rio pune guardas municipais truculentos, problema em todo País

Um exemplo que deve ser seguido em Curitiba, São Paulo e outras localidades brasileiras onde a Guarda Municipal assume funções de polícia: Prefeitura do Rio de Janeiro demitiu o comandante e afastou guardas que agrediram integrantes do Technobloco, na Praça Mauá. Homero Freitas, promotor de justiça, está investigando e vai pedir punição.

 

No Rio a ação criminosa foi contra foliões que participaram de blocos independentes durante o carnaval. Por isso um grupo de pessoas fez a denúncia ao Ministério Público.

O caso mais grave aconteceu na manhã do dia 13 de fevereiro, sábado de carnaval, quando foliões do bloco Technobloco foram agredidos por guardas municipais com uso de cassetetes e bombas. Os agentes agiram com o objetivo de dispersar o grupo, que brincava na Praça Mauá. Alguns integrantes foram espancados e chegaram a ter fraturas expostas. A prefeitura do Rio afastou 15 guardas que participaram da ação e exonerou do cargo o agente que comandou a operação.

A investigação será conduzida pelo promotor de Justiça Homero Freitas, da 1ª Central de Inquéritos.  “Vou tomar conhecimento do que existe na 4ª DP [Delegacia de Polícia] e na 5ª DP para ver se têm outros casos como esse e apurar eventuais excessos cometidos pela Guarda Municipal. É muito desproporcional a atitude da Guarda com o que as pessoas estavam fazendo”.

Truculência desmedida

Um dos agredidos, o jornalista Bernardo Tabak, teve vários hematomas no corpo, provocados por golpes de cassetete. “Queremos que isso não se repita nunca. Foi uma truculência desmedida, a troco de nada. A gente apanhou por estar desfilando em um bloco de carnaval. Queremos saber se houve repressão aos blocos não oficiais por conta de uma mercantilização do carnaval autorizado. Queremos entender o que está havendo com a banalização do uso de armas não letais”, disse o jornalista, referindo-se ao fato de que os blocos oficiais foram todos patrocinados por uma única marca de cerveja.

Truculência também em Curitiba

Ações truculentas de agentes da Guarda Municipal, repetem-se em todos os locais onde atuam. Em 2015 o caso não veio em público, mas 3 guardas municipais pararam o veículo de uma jornalista de 72 anos de idade, na rua João Negrão em Curitiba, e o subemeteram a violências. Um motorista entrou no veículo e vasculhou todo o interior, sentando-se na direção.

Enquanto isso outro agressor empunhava armamento pesado, como se se tratasse de marginal perigoso. No mesmo ato outro guarda municipal da Capital paranaense, conduzia o jornalista à parte posterior do veículo como que sugerindo que cometesse um ato ilegal para receber voz de prisão. Mesmo identificando-se como profissional de imprensa e advogado, os truculentos guardas não cederam. O motivo disso tudo, foi porque o jornalista chamou atenção dos guardas que entraram contra mão do tráfego e à frente do veículo que dirigia. Apenas buzinou.

 

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