04/02/2016 (00:29)

Emergência contra o zika vírus já atua na América Latina e Caribe

Estão atuantes os 24 escritórios instalados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 35 países da América Latina e Caribe. Maior preocupação é com a prevenção da microcefalia e todas as formas de contágio do mosquito Aedes Aegypti. UNICEF, Fundo da ONU para a Infância ajuda no esclarecimento e pede US$ 9 milhões para apoio à prevenção.

 

Com o vírus zika declarado, em conjunto com as doenças neurológicas e malformações congênitas, uma emergência de saúde pública, o Fundo da ONU para a Infância está trabalhando com os governos na mobilização das comunidades para que se protejam da infecção, que já afeta mais de 20 países da América Latina e do Caribe.

“Embora ainda não haja nenhuma evidência conclusiva da relação de causalidade entre a microcefalia e o vírus zika, há preocupação suficiente para justificar uma ação imediata”, disse a assessora sênior do UNICEF para Emergências de Saúde, Heather Papowitz. “Precisamos agir rápido para oferecer às mães e gestantes a informação de que necessitam para proteger seus bebês e a si mesmas, e precisamos engajar as comunidades no combate ao mosquito que carrega e transmite o vírus.”

Mais no Brasil

Entre 22 de outubro de 2015 e 26 de janeiro de 2016, foram registrados 4.180 casos de microcefalia em recém-nascidos no Brasil. Em 2014, o número registrado foi de 147 casos em todo o país. Junto com o governo e outros parceiros, o UNICEF está mobilizando as comunidades no Brasil levando mensagens sobre como evitar picadas de mosquito e eliminar os criadouros.

Medidas simples podem ajudar a evitar a infecção e controlar a rápida propagação do vírus. Entre elas, o uso de repelente; cobrir ao máximo o corpo, com roupas compridas e de cor clara; eliminar os locais onde os mosquitos possam procriar; e colocar telas nas janelas e portas. As mulheres grávidas que acham que foram expostas ao vírus devem procurar atendimento com um profissional de saúde.

 

 

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