02/02/2016 (21:49)

Organização Mundial de Turismo e OMS alertam: não há proibição a viagens

Organização Mundial de Turismo e Organização Mundial da Saúde (OMS) alertaram (160202) que não há qualquer proibição à realização de viagens para os países onde o víris zika está circulando. Preservou o Rio de Janeiro, local onde serão realizados os jogos olímpicos, mas orientou as grávidas a tomarem precauções antes de saíram para o destino.

 

Anthony Costello, diretor do Departamento de Saúde Materna da OMS,  afirmou que é possível viajar ou comerciar nos 25 países e territórios atingidos pelo vírus zika.

Também fez referência às Olimpíadas no Rio de Janeiro, em agosto. Disse assim: “neste momento não existe qualquer proibição do comitê de emergência a viagens ou comércio. As pessoas que queiram viajar para a região e que possam estar grávidas ou pensando em engravidar, devem considerar o que vão fazer”.

Sobre o vírus zika

Diretor da OMS explicou que o “zika não é uma infecção que ameaça a vida das pessoas como o HIV ou o ebola”. O problema são as complicações da doença com a microcefalia, que foi registrada, associada ao zika, apenas no Brasil. “Em 80% das infecções o vírus não produz qualquer sintoma”. Sobre a possível associação com os registros de microcefalia, afirmou que esta é uma condição relativamente rara, com um caso para cada 5000 nascimentos ou mais.

De acordo com a OMS, o vírus zika se espalha rapidamente e já foi detectado em 25 países, com um aumento de casos de microcefalia principalmente no nordeste do Brasil. O protocolo para o diagnóstico consiste em medir a cabeça do recém-nascido ao menos um dia depois do nascimento para ver se é menor que a média. A doença pode ser responsável por uma série de problemas, como convulsões e dificuldade de aprendizado.

Desafios da doença

Afirmou que neste momento há 2 desafios a serem tratados. O primeiro é que não há nenhum teste comercial para fazer o diagnóstico. Além disso, os testes atuais apenas identificam o vírus quando ele estiver ativo, durante um período que dura 5 dias, explicou Costello. Muitas pessoas podem ter sido expostas ao vírus zika mas não necessariamente saberem se foram infectadas ou não.

“O segundo problema é que a microcefalia não é um diagnóstico simples de ser realizado”. Neste momento, há cerca de 4.200 suspeitas de caso de microcefalia, mas uma proporção significativa desses casos podem ser relacionados a outras causas.

África e Ásia

Costello afirmou que há uma preocupação de o vírus se espalhar para a África e a Ásia, continentes que têm o maior índice de nascimentos no mundo.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) disse que o zika já está afetando mais de 20 países nas Américas. A agência da ONU informou que está trabalhando com os governos da região para mobilizar as comunidades, com o objetivo de protegê-las da infecção.

Na segunda-feira (160201), as autoridades no Haiti confirmaram 125 casos de infecção no País e advertiram que estas cifras podem ser ainda maiores.

A conselheira para emergências de saúde do UNiCEF, Heather Papowitz, afirmou que “apesar de não haver uma prova concreta sobre uma ligação entre o zika e a microcefalia, há preocupação suficiente para uma ação imediata”.

O UNICEF fez um apelo para arrecadar US$ 9 milhões, o equivalente a R$ 36 milhões. O dinheiro vai ser usado em programas para combater a propagação do vírus e mitigar o impacto sobre os recém-nascidos e as famílias, por toda a região das Américas e o Caribe.

 

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