12/12/2015 (00:10)

Acordo sobre clima tem US$ 100 bilhões mas ainda espera o sábado

Rigorosamente não há uma decisão definitiva para o esperado acordo de limitação das emissões de gases poluidores a 2ºC. Com a histórica oposição dos EUA, que se recusa a sustentar sozinho os custos da poluição de mais de um século, a Conferência terminou sem papel assinado. E os dirigentes pediram até o sábado (151212) para decidir.

 

Depois de uma longa noite de negociações na quarta e depois quinta-feira, o presidente da COP21 e ministro francês de Relações Internacionais, Laurent Fabius, apresentou uma nova etapa no desenvolvimento do acordo sobre mudanças climáticas. Representantes dos governos, que deverão seguir negociando os impasses, conheceram uma versão do acordo que pode recdeber o sim final.

Segundo o presidente da COP21, o projeto atual é mais enxuto, passando de 43 para 29 páginas. Outro ponto positivo foi a redução de três quartos dos entraves.

Ministro convidou os participantes a continuar as discussões que possibilitarão o alcance de um acordo juridicamente vinculativo, mas que, ao mesmo tempo, seja ambicioso, equilibrado, duradouro e sustentável.

 

Pontos controversos

Fabius ressaltou que ainda há pontos controversos sobre a mesa, que podem alterar substancialmente a versão final. Nos últimos instantes apareceu a diferenciação de responsabilidades, financiamento e nível de ambição do compromisso.

“Na verdade, pode ser que o acordo contenha certos elementos que não estejam muito precisos ainda ou que sejam erroneamente interpretados”, explicou Fabius. Espera que o documento reflita a diversidade de vozes e posições apresentadas na Conferência.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estudou os documentos à medida que o diálogo avançava na COP21 e se encontrará com representantes de determinados países para ouvir visões em relação ao acordo, para que juntos possam elaborar estratégias para avançar nos pontos pendentes.

 

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