25/11/2015 (00:29)

Cartel de combustíveis começa desmoronar pelo Distrito Federal

Começou a desmoronar o crime de aparelhamento de preços para os combustíveis em postos de revenda do Distrito Federal. Simbolismo tem a ver com a histórica prática do chamado cartel, conhecido historicamente em todo o País. E a Polícia Federal que está nas ruas com 200 agentes, não ficará só na Capital porque sabe que o problema é nacional.

 

Está preso José Carlos Ulhôa, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal, junto com funcionários e empresários do setor em pelo menos 4 distribuidoras. Também é simbólica esta prisão que chega no coração dos praticantes do crime. Há indícios de que empresas participam do esquema", observa o delegado federal João Thiago de Oliveira.

Policiais estão cumprindo 44 mandados de busca e apreensão nas empresas, residências e escritórios dos envolvidos. Polícia atua com aparo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do DF, e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). 

Distribuidores e revendas combinaram preços, sempre jogando para o alto, num crime que se reflete sobre a economia popular e causa inflação. Informação foi obtida graças a autorizações de escutas dadas pela Justiça. A prática é muito antiga e vem desde 1994, conforme diz Eduardo Frade, superintendente-geral do Cade. Mas as investigações adotadas devido a muitas denúncias, se fazem há 6 anos.

 

Preço do combustível combinado

De acordo com nota da PF, as investigações mostram que ficou claro que o sindicato dos postos de combustível exercia importante papel na manutenção do cartel no DF, ao servir como porta-voz e perseguir os proprietários de postos dissidentes. A nota diz que foi comprovado que as distribuidoras sabiam do cartel e estimulavam a fixação artificial de preços dos combustíveis no Distrito Federal e no entorno, por meio de seus executivos.

O promotor do Grupo de Atuação Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Distrito Federal (Gaeco), Cleiton Germano, defende a adoção de medidas para aumentar a concorrência no setor de combustíveis no DF. “Apesar de já ter sido reprovada no DF, podemos propor ao governador que seja criada uma lei para a entrada dos supermercados na revenda dos combustíveis para aumentar a concorrência”, afirmou.

 

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