24/11/2015 (00:26)

Só mudanças nas instituições salva Brasil da corrupção: juiz Sérgio Moro

Nem a criminalização de agentes que dão prejuízo com desvios de recursos públicos, pelas condenações da Operação Lava Jato, nem a punição dos criminosos da Ação Penal 470, o Mensalão, serão suficientes para acabar com a corrupção no Brasil. Isso vai acontecer só com mudanças nas instituições e o atendimento das aspirações populares ditas nas ruas.

 

Foi isso que afirmou o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, durante o Fórum ANER (Associação Nacional dos Editores de Revistas) de Revistas 2015, no Hotel Renaissance, em São Paulo.

“Não vai ser a Operação Lava Jato que vai resolver o problema da corrupção no país. Não serei eu que resolverei isso. Não foi a Ação Penal 470 que resolveu o problema da corrupção no Brasil. Mas o que nós, como cidadãos, vamos fazer a partir de agora? Para isso, precisamos ter melhora nas nossas instituições, e não vejo isso ocorrendo de forma alguma”. Palavras de Moro ao deixar o evento (151123), deixando evidente a decepção com a falta de medidas saneadoras.

“Uma voz pregando no deserto”. Esta frase contundente, mostra aos honestos do País, cidadãos de bem, que há muito o que fazer, além de condenar os violadores da coisa pública. Muitos ainda estão por aí, desfilando verbosidades e desafiando os cidadãos do Brasil. O juiz fala de "corrupção sistêmica, penetrante e profunda na administração pública", as quais não têm resposta de saneamento. Considerou "extremamente preocupante" a deterioração da coisa pública, sem esquecere do abalo causado à maior empresa do País, a Petrobras, com os desvios de recursos operados em contratos.

Sérgio Moro defendeu a publicidade dos atos praticados pela Operação Lava Jato, como uma determinação que está n a Constituição Federal.

 

 

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