09/06/2017 (11:59)

Os inocentes úteis

Zair, o jornalista, não aguentou só observar a realidade cultural brasileira. Abandonou as plantas, pescarias, o "dolce far niente". E mexe com a inusitada opção de alguns, por ideologias cuja história tem profunda ligação com a violência. Afeito aos livros, torna-se uma fonte segura de informação a quem deseja ir mais a fundo no tema.

 

Seleções do Zair

Os Inocentes Úteis

(direto do meu nicho recreativo)

O que é um cidadão inocente útil? É aquele cidadão que, por exemplo,

sem engajamento ou orientação política, de repente inflama-se, vai

para as ruas, participa de reuniões e, por fim, defende uma idéia sem

nada entender. É facilmente manipulado, passa a acreditar em alguma

coisa, sem saber a fundo seus objetivos.

 

 Eu havia jurado de mãos juntas que não ia mais meter o bico nessa paranóia de enredo de podridões capitaneadas pelo insalubre governo petista e assemelhados, convencido de que o espernear dos descontentes se torna inútil. Pueril, por que não!

Mas, não dá para calar. Agora, por exemplo, assisti a um vídeo, de alguns minutos apenas, focando um congresso nacional do Partido Comunista Brasileiro. Um auditório tomado por inocentes úteis. Falava um cidadão que se dizia líder partidário, defendendo a implantação de um regime socialista no Brasil. Considerava essencial o fim do diálogo, o inicio da luta de classes, e sugerindo o fuzilamento de quem é contra o comunismo. Dizia ele: “um bom paredão, uma boa espingarda, uma boa bala e uma boa vala...”. Sob os aplausos dos inocentes úteis.

 

A esquerda brasileira, principalmente, se alimenta e depende dos inocentes úteis.

O analista político Henrique Subi (in Geopolítica Nacional) diz que a “esquerda vive

dos inocentes úteis. Contrata-os. Paga-lhes uma miséria para irem às ruas fazer

número em prol do atual Governo. Não sabem pelo que estão gritando. Mas, não

importa. Basta que usem uma camiseta vermelha...”.

 

No caso desse congresso deveriam saber, por exemplo, que Vladimir Lenin, ideólogo da Revolução Bolchevique, saboreava a idéia de sangue e violência. Sua revolução deixou quase 10 milhões de mortos, num verdadeiro genocídio de patriotas. Ao escrever “O Estado e a Revolução”, Lenine sugeriu aos revolucionários a matança dos capitalistas, tomar suas propriedades e instaurar a ditadura do proletariado.

Sucedendo Lenin, Stálin tornou-se senhor absoluto do comunismo leninista. Começou com uma depuração de dissidentes seus fuzilando-os. No campo, mais de dois milhões de camponeses morreram num primeiro momento. Quase 10 milhões de pessoas morreram de fome, sem falar nas 30 milhões de mortes no sul da Ucrânia, onde era comum os casos de canibalismo. Quase 30 milhões de camponeses tiveram suas terras desapropriadas, com o registro de outras três milhões de mortes pela fome.

Gilbert K. Chesterton, escritor, filósofo, historiador britânico, príncipe do paradoxo (in “Dez Livros que Estragaram o Mundo”), nos deixou dito que o comunismo acaba com os batedores de carteira porque antes acaba com as carteiras. Na visão de Lenin, “o homem que traja roupas com bolsos deve ser morto porque tem bolsos; o batedor de carteiras é que deve ser o carrasco, e todos aqueles que estiverem assistindo à execução devem ser forçados, dali em diante, a só usarem roupas sem bolsos, senão serão mortos também”.

Tal, disse Gilbert, é a insanidade brutal do comunismo. É isso que esses calhordas, inocentes úteis do PCB e assemelhados, querem para o Brasil.

Esses inúteis cidadãos que pregam o socialismo, certamente não conhecem o enredo da história. Deveriam ler, pelo menos, “Doutrinas e Táticas Comunistas”, de Plinio Salgado. Aí, seria outro o caminho desses inocentes úteis.

 

 

1 comentário para a notícia

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Vera Costa

30/05/2017 às 02:17

Bela e oportuna materia!! Parabens..

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