22/10/2015 (20:20)

Justiça corrige um dos poucos erros de Joaquim Barbosa no STF

Está corrigido pela própria justiça do Brasil, um dos poucos erros do então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. A juíza federal Célia Regina Bernardes, do Distrito Federal, mandou arquivar a ação contra o advogado Luiz Fernando Pacheco, defensor do condenado por corrupção José Genuíno, no processo do Mensalão.

 

A exemplo do que ocorre frequentemente com todos os agentes de polícia ou autoridades (raras exceções), Pacheco estava indignado com a falta de resposta para os requerimentos em favor do réu e na plenária do STF, contestou o Presidente. Com certa ênfase, exaltado, pediu despacho aos requerimentos que fazia, algo que a justiça brasileira (com algumas exceções) costuma proceder: demorar e muito. E era o caso.

 

Evento ocorreu em 11 de junho de 2014. Quem pediu o arquivamento do inquérito foi a procuradora Ariane Guebel de Alencar. Admitiu que o advogado faltou com "uma certa urbanidade", mas ele não cometeu nenhum crime.

 

Injustamente e como "autoridades" costumam proceder, foi acusado por injúria, calúnia, desacato e difamação, com base nas afirmações da segurança do Supremo, de ter ameaçado dar um tiro no Presidente. Com o velho costume dos soldados a generais, foi de certa forma imputado por simples funcionários e o que é pior, sem fundamento. Nenhum jornalista que estava a passos dos acontecimentos, escutou ou gravou as ofensas supostas.

 

Infelizmente, Joaquim Barbosa,nomeadamente defensor da celeridade nos atos judiciais, um democrata e culto, foi induzido a esse registro que mancha de certa forma o próprio currículo. Para contestar a decisão da Juíza, Barbosa terá de apresentar fatos novos e comprovados, conseguindo o desarquivamento.

 

 

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