29/09/2015 (23:10)

Brasileiros se socorrem nos sacolões e pressionam queda de preços

Sacolões têm sido a salvação para muitas famílias de brasileiros, endividados com a falta de atualização dos salários e encarecimento geral dos produtos de primeira necessidade. Em qualquer parte do País há filas para comprar frutas, verduras e gêneros básicos para o sustento. Muitos protestos se observa entre frequentadores que condenam a ganância

 

Duras críticas dirigidas não só à irresponsabilidade dos governantes nos últimos 13 anos, mas também aos comerciantes de supermercados que chamam "impatriotas". Nos momentos cruciais da vida brasileira, superfaturaram preços de todos os produtos desde o feijão, arroz, batatinha e cebola. Desculpas duvidosas são sacadas para vender o quilo de cebola até a R$ 9,50 e da batatinha, a R$ 7,00. Mas os exemplos são intermináveis.

São esses comerciantes os principais agentes inflacionários, junto com a má formulação de políticas econômicas. Aproveitam-se da necessidade popular, sem nenhum escrúpulo. E aí encontram-se também os feirantes e produtores que ali comercializam em maior escala, frutas, legumes e verduras. Abusam igual aos supermercados. Mas o povo é inteligente e embora sofrendo, avançam nas ofertas dos sacolões e fogem do local à menor demonstração de abuso.

 

Vendas caem nos supermercados

As vendas do setor supermercadista caíram 4,04% em agosto em comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Segundo o Índice Nacional de Vendas Abras, na comparação com julho a queda foi 0,29%. No acumulado do ano, as vendas apresentaram queda de 0,69%, na comparação com o mesmo período de 2014.

Em valores nominais, as vendas do setor apresentaram queda de 0,07% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a agosto do ano anterior, alta de 5,1%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 7,68%.

 

Associação espera o Natal

“Nós estamos trabalhando com nossos fornecedores para ativar o consumo, especialmente em vista da proximidade das festas de final de ano, que podem trazer melhores resultados, e também para adaptar nossas vendas e toda a logística de distribuição aos novos hábitos do consumidor, que está priorizando as compras de abastecimento da casa”. É o que disse o presidente da Abras, Fernando Yamada.

Segundo a Abras, em agosto, a cesta de produtos Abrasmercado (35 produtos de largo consumo), registrou baixa de 0,63%, passando de R$ 414,40, em julho, para R$ 411,77, em agosto. Entre as maiores altas estão itens como pernil (5,29%) e queijo prato (4,99%). As maiores quedas foram registradas por batata (-16,58%) e tomate (-15,45%).

 

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