20/08/2016 (12:00)

Atividade humana desafia limites da natureza na Terra. O que fazer.

Reduzir o desperdício de alimentos e diversificar a alimentação; proteger a natureza e a biodiversidade; construir cidades sustentáveis; desenvolver mais sistemas de saúde eficientes e constituir impostos e subsídios favoráveis para a saúde planetária. São ações que devem ser praticadas para evitar a destruição completa do ecossistema na Terra.

 

Apesar dos avanços tecnológicos, a atividade humana está desafiando os limites seguros dos sistemas naturais. Situação está de tal modo complicada que até o Papa aproveitou disse mensagem a 70 prefeitos do mundo para pedir cuidados com os recursos naturais. Francisco está realmente com medo do que pode acontecer muito breve.

Com o apoio da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a Fundação Rockefeller – Comissão Lancet de Saúde Planetária divulgou um relatório intitulado “Proteção da saúde humana na época Antropocena” em Nova York. Relatório demonstra o quanto a atividade humana está desafiando os limites seguros de nossos sistemas naturais além dos limites necessários para a humanidade continuar a prosperar e florescer.

Na ocasião, o secretário executivo da (CDB) e conselheiro científico para a Comissão Lancet, o brasileiro Braulio Ferreira de Souza Dias, observou que “estamos chegando mais perto do que nunca de provocar um impacto potencialmente irreversível, além de colocar em risco a saúde dos nossos ecossistemas e das gerações presentes e futuras”.

 

Apelo urgente por ações

Num painel que incluiu outros comissários e especialistas, todos estavam ansiosos para discutir o relatório com o público presente na apresentação. Esses relatórios significam um apelo urgente por ações coerentes e colaborativas que juntas aumentem a resistência dos nossos ecossistemas, do sistema planetário e das comunidades de todo o mundo. Criada durante a Conferência Rio 92, a CDB está profundamente empenhada neste trabalho como muitas das Metas de Aichi de Biodiversidade, adotadas por mais de 190 países em 2010, e direta ou indiretamente relacionadas às questões da saúde humana.

Relatório deu destaque especial à necessidade do desenvolvimento de uma nova disciplina de “saúde planetária”. Isso também sugere uma série de recomendações práticas que incentivem a colaboração entre as comunidades médicas, ambientais, entre outras, e enfatizem a necessidade de tirar vantagem de oportunidades relacionadas por mudanças positivas transformadoras.

 

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