27/11/2017 (22:11)

Dos 21 mil km, Muralha da China tem 9 mil destruidos

Construída entre os séculos 11 e 771 antes de Cristo pelas Dinastia Zhou do Oeste e Ming (entre os anos 1368 e 1644), a Muralha da China tem pelo menos 9000 quilômetros destruídos, do total de 21 mil. Constatação foi feita agora pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Autoridades chinesas admitem.

 

Grande Muralha começou como um simples muro um pouco mais forte que a cerca de bambu, usado para prteger os constantes ataques da tribo nômade Yanyun. Arqueólogos pesquisaram e concluíram que a obra é seccionada em centenas de unidades. A famosa Dinastia Ming concluiu 6.300 kms (a partir de Shanhaiguan, na Costa Leste de Jiayuguan, atravessando as areias do deserto de Gobi) entre 1368 e 1644. Foi a obra mais impressionante que ainda hoje consegue ser vista pelos milhares de turistas durante todas as estações do ano. Lamentavelmente 1.962 kms já foram destruídos, dizem os técnicos da UNESCO.

Destruição vem sendo causada por um hábito de ignorância sobre o valor cultural do patrimônio histórico. Habitantes distantes ou próximos, fruto do superpopulacionamento chinês, retiram os tijolos para fazer as próprias casas. Prática é maior entre os habitantes da região de Lulong, ao norte, na Província de Hebei. São os mais pobres da China.

Mas a destruição da Grande Muralha é consequência também da ação do tempo, especialamente ao norte de Pequim (capital) onde se registra bilhões de visitantes todo ano. Muitos praticam o hábito de retirar as “placas que contêm inscrições chinesas para venderem por 4,30 euros por peça”. Regulamentação chinesa prevê multas de 5 mil yuan (0,73 euro) para quem praticar semelhantes esses atos e mesmo assim, a agressão não para.

“Não existe nenhuma organização específica para garantir o cumprimento da lei”, e, quando os atos ocorrem e as autoridades são chamadas, é difícil resolver a questão já que existem zonas situadas entre fronteiras, e por isso com diferentes jurisdições. Foi o que explicou Jia Hailin, representante da proteção oficial de Relíquias e da Cultura.

“A exploração [turística] das seções incompletas da Grande Muralha, uma atividade popular em crescimento nos últimos anos, tem atraído mais turistas do que é possível comportar, originando um desgaste ainda maior”, acrescentou.

 

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