19/06/2015 (18:51)

Reunião de 21 sindicatos e associações, condena terceirização

Empresas sem empregados e trabalhadores sem direitos. Esse é o resumo do que pensam 21 sindicatos , associações e federações de trabalhadores que se reuniram na Assembleia Legislativa do Paraná (150619) e condenaram o Projeto de Lei 4330 que terceiriza atividades profissionais no Brasil. Numa carta ao povo denunciam a reforma que suprime direitos.

 

"Repúdio" ao texto aprovado na Câmara dos Deputados, foi o que decidiu o Movimento Sindical e Social Paranaense, reunido em Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Paraná em 19 de junho de 2015, com apoio do Fórum Nacional de Combate à Terceirização e do Fórum Paranaense de Combate à Terceirização. Denunciaram a "farra das terceirizações" e a "supressão de direitos conquistados em luta, sob o eufemismo da contratação de empresas especializadas".

 

Perante os trabalhadores e representantes, o Juiz José Aparecido dos Santos, presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho do Paraná (Amatra/PR), alertou que a medida vai acabare com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). "O que está por trás disso é a destruição da base da democracia salarial que foi construída a partir da Constituição Federal". 


Olhge aqui um  dos itens da Carta encaminhada aos brasileiros sobre a terceirização.
"Os 12,5 milhões de trabalhadoras e trabalhadores terceirizados já existentes no Brasil recebem, em média, salários 26% inferiores ao dos trabalhadores diretos; trabalham, em média, 3 horas semanais a mais; e permanecem menos tempo no emprego: 2,5 anos ao passo que os demais permanecem 6 anos, em média. Os terceirizados estão mais expostos aos acidentes de trabalho, sendo que de cada 5 trabalhadores que morrem no ambiente de trabalho, 4 são terceirizados. Por fim, outro dado alarmante: 90% dos trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão, estavam alocados em empresas terceirizadas. E no Paraná este cenário não é diferente".

 

Entidades acreditam que o projeto de terceirização não será aprovado no Senado.

 

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