03/10/2015 (00:07)

Velhice entre os mais pobres preocupa OMS e direitos humanos

Não parece que os 100 milhões de idosos de 2025 tenham melhor cuidados do que os 50 milhões que já viviam no mundo em 2006. Qualidade de vida tem melhorado para as pessoas que possuem maior poder aquisitivo, mas os idosos pobres só enfrentam desafios e sofrimento. Daí a preocupação da Organização Mundial da Saúde e de direitos humanos.

 

ONU enfatizou a importância de uma estrutura urbana que ofereça facilidades para a terceira idade. “Os idosos são de enorme utilidade para a sociedade e contribuem significativamente para o desenvolvimento global”, afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

“Precisamos repensar nossas cidades. Mais de 900 milhões de idosos estarão vivendo nas cidades a partir de 2050, mas nossas cidades não estão preparadas para essa revolução demográfica global”, explicou a especialista independente de Direitos Humanos da ONU, Rosa Kornfeld-Matte.

 

Em 2050 200 milhões

Para a ocasião, a Organização Mundial da Saúde compilou cifras relacionadas ao envelhecimento e saúde da terceira idade em seu recém-publicado. Segundo o documento, em 2006 o número de pessoas idosas era de 50 milhões. Essa cifra será o dobro em 2025 e tem previsão de duplicar de novo em 2050.

Apesar da maior duração de vida, o relatório mostrou que não há evidências de que os idosos dessa geração tenham uma vida mais saudável do que a de seus antepassados. As pessoas que vivem de forma mais saudável costumam ser as de classe alta. De acordo com o diretor do departamento de Envelhecimento e Ciclo de Vida da OMS, John Beard, “lamentavelmente os 70 anos ainda não parecem ser os novos 60, mas poderiam e deveriam ser”.

 

Sistemas de saúde roubam 10 anos

A América Latina é uma das regiões mais envelhecidas do mundo. “O envelhecimento e pessoas idosas não são o problema, mas a perda de 10 anos de vida saudável como consequência dos nossos sistemas de saúde e segurança social não estarem preparados, sim”, afirmou a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne.

O relatório destaca ainda que enquanto alguns países europeus demoraram 150 anos para se adaptar ao aumento de 10 a 20% da população idosa e lugares como o Brasil terão que se adaptar em menos tempo – um pouco mais de 20 anos.

 

 

 

Idosos têm direitos e devem

viver livres de abusos

e violência: dia mundial

151001 - 22:28 horas

Abusos de todo gênero, sobretudo contra as mulheres de idade avançada, são desafios enfrentados todo dia pelas pessoas idosas em todo o mundo. Frequência de atos violentos, subtração de dignidade e respeito, levaram a Organização das Nações Unidas (ONU) a iniciar trabalho de conscientização desde a escola até a idade adulta

As pessoas mais velhas têm direitos e devem ser capazes de viver livres de abuso e violência e com dignidade e respeito. Foi o que disse um grupo de especialistas das Nações Unidas de direitos humanos para o Dia Mundial da Conscientização Contra o Abuso de Idosos, celebrado na segunda-feira (150615).

“Nossa população mais velha ainda está sujeita a diferentes formas de abuso e violência diariamente, mesmo que as políticas e programas inovadores tenham sido adotados por muitos países na esfera nacional”, disse Rosa Kornfeld-Matte, especialista independente de Direitos Humanos da ONU que monitora e informa sobre o respeito a todos os direitos humanos pelas pessoas mais velhas no mundo.

 

Contra as mulheres

Rashida Manjoo, Relatora Especial das Nações Unidas sobre a violência contra as mulheres, destacou a necessidade de olhar para estas questões a partir de uma perspectiva de gênero e a idade sendo um fator contributivo estabelecido para o risco de violência.

“As mulheres mais velhas, devido à sua idade e desvantagens físicas, sociais e econômicas são, de fato, particularmente vulneráveis à violência. Mas os direitos das mulheres mais velhas são usurpados e as formas de violência que as afetam, têm sido seriamente esquecidas e negligenciadas".

 

Exploração de familiares

Exploração dos idosos ocorre nas sociedades onde a ignorância prevalece sobre a qualidade cultural. Influencía muito na vitimizaçao de pessoas idosas, a questão econômica e a formação familiar em países em desenvolvimento que vivem crises; afloram violações de direitos a pessoas de maior idade. No Brasil o problema assume seriedade, a despeito de campanhas para que sejam multiplicados os benefícios desde acessos até direitos sociais.

Mas as autoridades policiais se deparam com crescente agressão às pessoas de idade. São de ordem física e econômica. Esta é a pior ocorrência dos últimos meses, quando o País enfrenta alta de inflação, desemprego e inadimplência. Muitos filhos e parentes próximos exploram financeiramente os pais e avós, promovendo endividamente e deterioração de ganhos. É uma preocupaçao das autoridades do Judiciário, que pouco podem fazer se não houver denúncia.

 

Idosos aumentam no mundo

Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o número de pessoas com mais de 60 anos vai mais do que dobrar até 2050. Um relatório (150930) da agência da ONU, diz ainda que isso vai exigir uma mudança radical da sociedade. O documento cita, por exemplo, que uma criança nascida hoje no Brasil vai viver mais 20 anos do que as que nasceram há 5 décadas.

A diretora-geral da agência, Margaret Chan, disse que "atualmente, mesmo nos países mais pobres, as pessoas estão vivendo mais". Segundo ela, "é preciso garantir que esses anos a mais sejam saudáveis, significativos e com dignidade". Para Margaret Chan, atingir essa meta será bom não só para os idosos, mas para toda a sociedade.

O documento explica que, enquanto algumas pessoas estão, realmente, vivendo mais e saudáveis, elas geralmente pertencem aos segmentos mais altos da sociedade.

 

Pobres sofrem mais

O chefe do departamento de Idosos da OMS, John Beard, afirmou que "as pessoas dos países mais pobres e com menos oportunidades e recursos são as que apresentam as condições de saúde mais frágeis".

O relatório rejeita o estereótipo de que os idosos são frágeis e dependentes e diz que muitas das contribuições feitas por eles são ignoradas. Além disso, os especialistas afirmam que as "demandas que o envelhecimento da população terá sobre a sociedade são, frequentemente, exageradas".

O documento da OMS marca o Dia Internacional da Pessoa Idosa, comemorado neste 1º de outubro.

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

DtJ6Kp