12/06/2015 (20:32)

Dieta mediterrânea está ameaçada pela mudança de costumes

Globalização, mercados de alimentos e mudanças nos estilos de vida como os papéis da mulher na sociedade, estão alterando os padrões de consumo no Mediterrâneo. Histórica dieta que significa longevidade e saúde, está dando lugar a menos frutas e legumes, pelo consumo de mais produtos lácteos e derivados de carne, o que vai na contramão da tradição

 

Focos da dieta mediterrânea são óleo vegetal, cereais, legumes e leguminosas, e consumo moderado de peixe e carne. Esse tipo de gastronomia tem sido associado com a vida longa e saudável.

A região do Mediterrâneo está passando por uma “transição nutricional”, afastando as pessoas da dieta tradicional, muito reverenciada como um modelo de vida saudável e sistema de alimentação sustentável por preservar o meio ambiente e capacitar os produtores locais, alertou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Os monocultivos e exportação de alimentos de outras regiões também foram apontados como causas de mudança.

 

Estudo pede preservação

Essa é a conclusão de um novo relatório apresentado nesta quinta-feira (150611) na Expo Milano pela FAO e o Centro Internacional de Estudos Avançados Agronômicos Mediterrâneos (CIHEAM), um grupo de 13 países que cooperam nos domínios da agricultura, alimentação, pesca e territórios rurais da região. Na ocasião, lançaram um chamado para incentivar a conservação dos agroecossistemas do Mediterrâneo que permita a sustentabilidade da dieta local.

“A dieta mediterrânea é nutritiva, integrada às culturas locais, ambientalmente sustentável e apoia as economias locais”, explicou o coordenador do Programa de Sistemas Alimentares Sustentáveis da FAO, Alexandre Meybeck. O foco da dieta mediterrânea em óleo vegetal, cereais, legumes e leguminosas, e consumo moderado de peixe e carne, tem sido associado com a vida longa e saudável.

 

 

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