20/05/2015 (21:44)

Brasil produz 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico

Das 42 milhões de toneladas de lixo eletrônico que o mundo produziu em 2014, 1,4 milhão estão no Brasil, que só perde em volume para os EUA. Relatório sobre esse desafio na América do Sul, mostra que além do Brasil, já possuem marco regulatório para o descarte e tratamento adequado desses resíduos, Colômbia, Peru, Equador. Há muito o que evoluir.

 

O acúmulo do lixo eletrônico no mundo cresce rapidamente, alcançando cerca de 42 milhões de toneladas em 2014. Este problema é ainda pior em países em desenvolvimento, onde muitas vezes não há recursos adequados para lidar com um descarte apropriado, causando danos ao meio ambiente e à saúde.

Para entender esse fenômeno, várias agências da ONU realizaram um estudo sobre a gestão do lixo eletrônico na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Os marcos regulatórios desses países foram analisados para orientar sobre a gestão  sustentável deste tipo de lixo na região da América Latina como um todo, em médio e longo prazo.

No continente latino-americano, afirma o documento intitulado Gestão Sustentável de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Eletrônicos na América Latina, o Brasil perde a liderança na quantidade de resíduos de aparelhos econômicos e eletrônicos apenas para os Estados Unidos, produzindo em 2014 a quantia de 1,4 milhão de toneladas. Dos 10 países analisados pelo estudo, apenas Colômbia, Peru, Brasil e Equador possuem marcos regulatórios para o descarte e tratamento adequado desses resíduos.

Além dos benefícios para a saúde e meio ambiente, o documento ressalta que uma melhor gestão pode gerar oportunidades econômicas, principalmente tendo em conta os minérios e materiais valiosos que podem ser recuperados desses resíduos, como ouro, prata e cobre. Para isso, propõe a capacitação dos países para lidar com o lixo eletrônico, a adoção de legislação específica, a sensibilização e participação popular sobre o descarte responsável e o incentivo a estratégias de reciclagem e aproveitamento de resíduos eletroeletrônicos.

O relatório, divulgado nesta terça-feira (150519) foi elaborado pela Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Comunicação (UNESCO), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), a Organização da ONU para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), a União Internacional de Telecomunicações (UIT), a Convenção de Basel e o Centro Regional Basileia para América do Sul (CRBAS).

 

Lixo eletrônico pode gerar 50 milhões de toneladas em mais 2 anos

150516 - 21:52

Até 90% do lixo eletrônico do mundo, estimado em US$ 19 bilhões, é comercializado ilegalmente ou abandonado cada ano. É o que diz relatório (150512) do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA). A indústria eletrônica, que é uma das maiores e que mais cresce no mundo, gera até 42 milhões de toneladas de lixo eletrônico de bens.

Com valor estimado em 19 bilhões de dólares, a cada ano gera até 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico de bens. São computadores e celulares smartphones. Segundo previsões, este número pode chegar a 50 milhões de toneladas já em 2017.

Entre 60 e 90% destes resíduos são comercializados ilegalmente ou jogados no lixo, de acordo com o PNUMA. A Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL) estima que o preço de uma tonelada de lixo eletrônico gira em torno de 500 dólares. Seguindo esse cálculo, estima-se que o valor do lixo eletrônico não registrado e informalmente manuseado, incluindo os que são comercializados ilegalmente e despejados, encontra-se entre 12,5 a 18,8 bilhões de dólares por ano. O mercado global de resíduos, desde a coleta até a reciclagem, é estimado em 410 bilhões de dólares por ano, gerando emprego e renda.

O relatório aborda questões relacionadas ao tratamento e descarte apropriado dos resídios em geral, inclusive seus possíveis danos para a saúde e custos relacionados. Entre os casos citados, inclui as novas orientações sobre pneus usados e reformados no comércio brasileiro, que proibiu a importação de todos os pneus usados e reformados em 2000.

Esta restrição provocou uma ampla discussão entre os países vizinhos e o Brasil foi acusado de violar o acordo de comércio regional. Argumentos ambientais e de saúde pública foram a principal defesa das medidas. Como resultado, o Brasil e o Secretariado de Basiléia estão trabalhando em diretrizes para o manejo ambientalmente saudável dos pneus usados, o que ajudará os países tropicais, em particular, na regulação do comércio de pneus usados.

Acesse o relatório clicando aqui.

 

 

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