07/03/2015 (21:45)

Extremistas seguem destruindo relíquias históricas e sociais no Iraque

Vidas humanas, minorias, pobres, ricos, todos estão sofrendo com a "limpeza cultural" que os extremistas promovem sobre os ambientes do cotidiano e relíquias históricas no Iraque. A última destruição foi em Nimrud, comprometendo o Palácio de Ashurnasirpal.

 

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou (150307) a destruição do sítio arqueológico de Nimrud no Iraque.


“Nada está a salvo da limpeza cultural em curso no país: atinge vidas humanas, as minorias, e é marcada pela destruição sistemática da antiga herança da humanidade”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova. “Não podemos permanecer em silêncio. A destruição deliberada do patrimônio cultural constitui um crime de guerra “, lembrou.


Bokova também disse aos líderes políticos e religiosos da região que “não há absolutamente nenhuma justificativa política ou religiosa para a destruição do patrimônio cultural da humanidade” e pediu a todos, especialmente aos jovens, no Iraque e na região, que façam todo o possível para proteger esse patrimônio, para reivindicá-lo como seu, como a herança de toda a humanidade.


“Devemos responder a esse caos criminoso que destrói a cultura com mais cultura”, disse Bokova. “Toda a comunidade internacional deve juntar seus esforços em solidariedade com o governo e o povo do Iraque para pôr fim a esta catástrofe.”


Destruição de acervo


histórico no Iraque


choca a humanidade


150302 - 22:15 horas


Cenas chocantes de destruição do patrimônio histórico e artístico da humanidade por parte de extremistas, causou repulsa entre artistas internacionais e membros da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A humanidade não esquecerá tão cedo essa "tragédia" disse Irina Bokova, sobre o ataque ao Museu da Mossul, no Iraque.


Com o mandato de proteger o patrimônio histórico, a Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) condenou (150226) o ataque terrorista ao Museu da Mossul. A chefe da agência das Nações Unidas, Irina Bokova, afirmou estar "profundamente chocada" com as imagens que mostram a destruição de estátuas e outros artefatos no Iraque.


A diretora-geral da UNESCO condenou o "ataque deliberado contra a história e cultura milenar do Iraque" e afirmou que o ato representa uma apologia inflamatória da violência e ódio.


"O ataque é muito mais do que uma tragédia cultural. Também é um assunto de segurança que alimenta o sectarismo, o extremismo violento e o conflito no Iraque", disse Bokova.


Enfatizou que o ataque e uma violação direta à mais recente resolução do Conselho de Segurança (2199) que condena a destruição do patrimônio cultural e adota medidas legais para conter o tráfico ilícito de antiguidades e objetos culturais do Iraque e Síria. Nesta linha, ela pediu ao presidente do Conselho para convocar uma reunião de emergência com o intuito de discutir a proteção do patrimônio cultural do país.


Grandes estátuas do patrimônio cultural da UNESCO na localidade de Hatra e artefatos arqueológicos da província de Ninewah foram destruídos ou deformados no Museu de Mossul, bem como outras peças do arcevo da instituição.


"A destruição sistemática de elementos icônicos do rico e diverso patrimônio do Iraque que nós temos testemunhado nos últimos meses é intolerável e deve ser parado imediatamente", exigiu a diretora-geral.

 

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