02/02/2015 (10:37)

Primeira obra de arquitetura no Brasil está na Bahia

Castelo de Garcia D'Avila; Natureza: Arquitetura Civil; Nº Inscrição: 43; Volume 1, fl. 009; Caráter do Tombamento: Anuência; Data de Inscrição: 30.ABRIL.1938. São referências da primeira obra arquitetônica do Brasil. Está situada no litoral norte da Bahia, município de Mata de São João, perto da Praia do Forte; também chamada Torre de Tatuapara

 

Turistas brasileiros ou estrangeiros podem procurar essaq atração histórica com pouco tempo de excursão pelo interior. Fica a 80 km de Salvador, a capital e 55 km do Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães. Castelo da Torre de Garcia D'Avila é considerado a primeira grande edificação portuguesa constrída no Brasil, exemplar único de Castelo em estilo medieval construído na América, conforme Borges de Barros, e foi a sede do maior latifúndio do mundo.


 Obra foi financiada pelo velho Garcia D'Avila e Francisco Dias D'Avila. A primeira etapa, a Torre, foi concluída em 1551 e o Castelo, nos primeiros anos de 1600. Começo da construção do Castelo foi em paredes de tijolos e é composta de uma Capela sextavada e abobadada, em estilo medieval canônico, e salas contíguas recobertas por cúpula e abóbada de aresta com arcos diagonais, iguais às do Paço de Sintra, em Portugal. Na segunda fase foi construído em alvenaria de pedra e se desenvolve simetricamente em torno de um pátio de honra, em estilo renascentista, onde uma escadaria dupla conduzia ao primeiro pavimento. Uma terceira fase da construção, datada do início do século XVIII, também em pedra, amplia o Castelo.


 Registro desse monumento está no Livro do Tombo das Belas Artes, da subsecretaria de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, da Secretaria da Cultura.


 Solar de Garcia D'Avila, principal sede da Casa da Torre, integra um conjunto residencial-militar, compreendido pelo próprio Castelo, com sua Torre e seus anexos, o Forte Garcia D'Avila, o Porto do Açú da Torre, e sua ambiência, formada pelas áreas adjacentes, delimitadas no tombamento (1938) e na extensão posterior (1977). As propriedades dos Avilas se localizavam, da Bahia ao Maranhão, dentro de uma área de cerca de 800 mil quilômetros quadrados, equivalente a 1/10 do território brasileiro de hoje, o que equivale às áreas, somadas, de Portugal, Espanha, Holanda, Itália e Suíça.


História familiar


 Foi o Solar - sede do Morgado da Torre - propriedade particular dos "Avilas", desde sua construção inicial, por Garcia D'Avila 1o. Extinto o regime dos morgados no Brasil, pela Lei de 6 de outubro de 1835 e, em 1852, falecendo o último "Senhor e administrador do Morgado da Torre" - Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque - Barão e depois Visconde da Torre de Garcia D'Avila e sua mulher, D. Ana Maria Pires de São José e Aragão, sucedeu-lhes, na posse do Castelo, o filho Dr Domingos Pires de Carvalho e Albuquerque. Morto este, em 1888, sem descendência, a propriedade passou a seu cunhado, o Tenente-Coronel José Joaquim de Teive e Argolo, que a vendeu ao Sr Laurindo Regis. Das mãos do Sr Regis, a Torre se foi às do Dr Hermano de Santana, que dela dispôs em favor do Sr Otacílio Nunes de Sousa, proprietário do Castelo e terras adjacentes, à época do tombamento.Embora Monumento Nacional, desde 1938, continua sendo uma propriedade particular, pertencendo à Fundação Garcia D'Avila.


 

 

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