23/10/2014 (13:42)

Mudança brusca do tempo prejudica a visão

Tempo seco com fortes oscilações na temperatura facilita o aparecimento de conjuntivite e aumenta o risco de problemas com lentes de contato. Calor seco de estourar os miolos e de repente uma queda de 7 a 10 graus na temperatura. Em diversas partes do Brasil, os olhos e as vias respiratórias sofrem com tamanha oscilação

 

A brusca variação climática deve perdurar por alguns dias, conforme as previsões do INPE (Instituto Nacional de pesquisas Espaciais).


Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, em toda sua carreira nunca viu o hospital atender tantos casos de conjuntivite alérgica e olho seco como nesta longa estiagem que estamos vivendo este ano. Ele afirma que a queda brusca de temperatura, também predispõe à conjuntivite viral.Se os olhos ficarem ressecado, s o risco é ainda maior. A dica do médico é beber bastante água e hidratar a superfície do olho com lágrima artificial caso perceba a visão levemente embaçada. Caso as pálpebras inchem, Queiroz Neto recomenda consultar um oftalmologista. "É muito comum as pessoas usarem água boricada no olho. A solução contém ácido bórico e por isso pode irritar ainda mais o olho". comenta.


Sintomas e tratamentos


O oftalmologista diz que os sintomas do olho seco, da conjuntivite alérgica e da viral são bastante parecidos - olhos vermelhos e irritados, visão embaçada que melhora com o piscar, aversão à luz. A particularidade da conjuntivite alérgica é a coceira mais intensa nos olhos e na conjuntivite viral as pálpebras inchadas e uma secreção viscosa.


A recomendação é evitar ambientes fechados onde os vírus se proliferam com maior facilidade, colocar as roupas em ambiente arejado antes de usar para eliminar os ácaros, separar toalhas e fronhas, manter as mãos limpas e evitar levar as mãos aos olhos. Queiroz Neto alerta que usar colírio sem indicação médica ao sentir desconforto visual pode ser perigoso. Isso porque na conjuntivite viral o tratamento é feito com compressas geladas, colírio anti-inflamatório não-hormonal nos casos mais leves, ou colírio hormonal (corticóide) nos casos mais graves. O uso de colírio inadequado pode causar problemas irreversíveis na visão, adverte.


O médico ressalta que é necessário avaliar o grau da complicação para adequar o medicamento ao quadro do paciente. Além disso, frascos guardados em casa podem estar fora da validade ou contaminados por uso  ou má conservação.


Lente de contato


O especialista afirma que as bruscas mudanças de temperatura também aumentam o risco de problemas visuais entre usuários de lentes de contato que em muitos casos mascaram o problema. A qualquer desconforto ou sensação de corpo estranho recomenda a interrupção do uso das lentes e procurar um oftalmologista. Isso porque, ressalta, usuários de lentes de contato são mais vulneráveis às complicações corneanas que dependendo do agente podem resultar em úlceras e perda da visão.


Queiroz Neto recomenda a troca da solupara limpeza de lentes nas farmácias que acabam de aderir ao programa de recolhimento e troca do produto estabelecido pelo fabricante no país, depois dos 21 casos de contaminação fúngica entre consumidores americanos do produto, mas diz que a contaminação pode ter outras explicações. Entre os agentes, destaca a mudança de estação, má higiene, uso das lentes durante o sono ou além do prazo determinado pelo fabricante.







































As principais recomendações do especialista para usuários de lentes são:



Lavar cuidadosamente as mãos antes de manipular as lentes.



Utilizar soluções multiuso tanto na limpeza quanto no enxágüe das lentes e estojo.



Friccionar as lentes para eliminar completamente os depósitos



Não usar soro fisiológico ou água na higienização



Trocar o estojo a cada quatro meses



Respeitar o prazo de validade das lentes



Jamais dormir com lentes, mesmo as liberadas para uso noturno.



Interromper o uso a qualquer desconforto ocular e procurar o oftalmologista



Retirar as lentes durante viagens aéreas por mais de três horas



Não entrar no mar ou piscina usando lentes.



Já tive casos de pacientes que quase perderam a visão pelo uso incorreto das lentes e no Brasil a maioria dos usuários não segue o prazo de validade das lentes, conclui.

 

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