22/04/2015 (18:57)

UNESCO apela pela valorização dos povos indígenas do mundo

"É importante que todos reconheçam a contribuição vital dos povos indígenas para a inovação, a criatividade, o desenvolvimento sustentável e a diversidade cultural. Peço que os dirigentes se mobilizem para preencher lacunas que impedem o cumprimento dos direitos dos povos indígenas. Isso é essencial, à agenda de desenvolvimento pós-2015".

 

Apelo é de Irina Bokova, diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). No 5º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, destacou que a “visão holística dos povos indígenas sobre comunidade e meio ambiente é um grande recurso para a adaptação às alterações climáticas”. Bokova também lembrou a contribuição positiva do conhecimento local e indígena no enfrentamento aos desafios ambientais.


Ainda na mensagem especial, a diretora-geral da UNESCO destacou que, em setembro, a Assembleia Geral da ONU sediará a Conferência Mundial sobre Povos Indígenas. Irá revisar o progresso do cumprimento dos direitos dos povos indígenas e os esforços para implementação da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas de 2007.


Marcando a data, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que os povos indígenas têm um interesse central no desenvolvimento e podem agir como “poderosos agentes de progresso. Para que possam contribuir para o nosso futuro comum, temos de garantir os seus direitos. Vamos reconhecer e celebrar as identidades valiosas e distintas dos povos indígenas em todo o mundo. Vamos trabalhar ainda mais para capacitá-los e apoiar as suas aspirações”.


“Injustiças históricas, muitas vezes, resultaram na exclusão e na pobreza”, disse Ban Ki-moon, acrescentando que as estruturas de poder continuam a criar obstáculos ao direito dos povos indígenas à autodeterminação.


Há 370 milhões de indígenas em cerca de 90 países em todo o mundo, que constituem 15% das pessoas em situação de pobreza do mundo e em torno de um terço dos 900 milhões de camponeses extremamente pobres do mundo. Praticando tradições únicas, mantem características sociais, culturais, econômicas e políticas que são distintas daquelas das sociedades dominantes em que vivem.

 

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