09/06/2014 (23:18)

ANVISA vai modificar rotulagem de alimentos perigosos à saúde

Uma consulta pública vai decidir quais alterações serão feitas na rotulagem de alimentos que podem provocar alergias e outras reações no organismo humano. Pesquisa promovida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) começa na segunda-feira (140616). Será aberto prazo de 60 dias para sugestões e comentários.

 

Informação foi publicada (140609) no Diário Oficial da União. A nova norma para a rotulagem de alergênicos está no portal da Anvisa e as sugestões deverão ser enviadas eletronicamente via formulário específico. Após a decisão final da agência, o texto prevê prazo de 12 meses para adequação das indústrias às novas regras.


Entre as chamadas substâncias alergênicas a serem listadas nas embalagens dos produtos estão: cereais com glúten, crustáceos, ovo, peixe e amendoim; o leite, a soja, castanhas em geral, nozes e os sulfitos (presentes no vinho). Alimentos que contenham traços ou derivados desses ingredientes também devem mostrar o aviso em seus rótulos.


A advogada paulista Maria Cecília Cury Chaddad, uma das coordenadoras da campanha "Põe no Rótulo", comemorou a notícia e considerou a consulta pública uma vitória das famílias. “É um passo muito importante na luta das mães que têm filhos com alergia alimentar. Vamos analisar a proposta e discuti-la com o grupo e enviar nossas sugestões. Estaremos atentas a todo esse processo até o momento da modificação dos rótulos. As informações devem vir em destaque.


A campanha "Põe no Rótulo" surgiu nas redes sociais (Facebook). Objetivo era conscientizar a sociedade sobre os riscos que a falta de informações nos rótulos podem trazer para as pessoas que têm alergia. Dependendo do grau de sensibilidade, o alérgico pode ter choque anafilático, fechamento da glote, além de outras reações graves que podem levar à morte. Em quatro meses de campanha, o #poenorotulo já tem mais de 60,6 mil curtidas.


Segundo a advogada, a próxima batalha das famílias será melhorar o atendimento dos serviços de atendimento ao consumidor (SACs) da indústria alimentícia que devem estar preparados para informar adequadamente a composição dos alimentos e a possibilidade de contaminação cruzada dos ingredientes.


Nos Estados Unidos, as indústrias são obrigadas a prestar esse tipo de informação desde 2006, na União Europeia, Austrália e Nova Zelândia, desde 2003, e no Canadá, desde 2011.

 

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