23/04/2014 (23:53)

Povo pede em Brasília urgente aprovação da reforma política

Urgente aprovação da reforma política no Brasil. É isso que pediram em Brasília, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MMCE) e de outras organizações da sociedade civil.

 

Está oficializada também a partir de agora, uma frente parlamentar para atuar com a Coalização Democrática por Eleições Limpas, movimento que já conta com 96 entidades. As mudanças propostas visam ao fortalecimento da democracia, à promoção da diversidade e ao fomento da participação cidadã. A proposta de iniciativa popular (PL 6316/13), denominada Eleições Limpas, aguarda votação na Comissão de Finanças e Tributação.


 


Financiamento das campanhas eleitorais



O financiamento das campanhas eleitorais é considerado o ponto mais importante da proposta. Atualmente, 95% das campanhas são financiadas por empresas privadas e a coalização defende o fim dessa prática.


No início deste mês o Supremo Tribunal Federal (STF) seis dos onze ministros acataram a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil, que pede o fim do financiamento de campanha por parte das empresas. Os deputados divergiram sobre decisão do STF.


O secretário-geral da OAB, Cláudio Souza Neto, argumentou que o atual sistema de eleição é caro e desigual. "A política brasileira é, infelizmente, marcada por muitas disfunções que precisam ser resolvidas. O sistema eleitoral, hoje em vigor no Brasil, é um sistema caro e que tem impedido que a vontade do povo efetivamente prevaleça nas eleições." 


O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que não há democracia no Brasil, pois só vencem os deputados que têm muito dinheiro. "Não tem democracia no Brasil. Ganha, salvo exceções honrosas e por isso mesmo raras, quem tem grana e grana pesada. Vamos denunciar os candidatos financiados pelas grandes empresas porque esses candidatos, na verdade, vão estar a serviço delas e não a serviço da população."


Pesquisa



A Coalização reúne assinaturas pelo País desde setembro do ano passado. Entre 1º e 7 de setembro deste ano vai realizar uma pesquisa. A consulta popular tem como objetivo colher a opinião dos brasileiros sobre a convocação de uma constituinte a fim de debater a reforma política nacional.


A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) acredita que a reforma é de extrema importância para que o povo volte a confiar no sistema político brasileiro. "Nós queremos que a diversidade e a pluralidade brasileiras se façam representar na política. Que o povo acredite na política como instrumento de transformação. A Coalizão Parlamentar fará esforços para impedir retrocessos de PEC's que aqui caminham e fazer com que este projeto da Coalizão possa se fazer vitorioso."


Propostas em tramitação



Na Câmara, a reforma política está sendo discutida em várias instâncias.


- A proposta de iniciativa popular (PL 6316/13), assinada pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que tem sido chamada de Eleições Limpas, aguarda votação na Comissão de Finanças e Tributação.


- No ano passado, PT, PDT, PSB e PCdoB apresentaram um Projeto de Decreto Legislativo (PDC) que propõe a realização do plebiscito sobre reforma política.

Além disso, o projeto da minirreforma eleitoral (PL 5735/13) aguarda votação no Plenário; e também estão prontos para votação os projetos analisados pela comissão especial da reforma política - PECs 10/95 e 3/99; PL 1538/07 -, outro colegiado da Câmara que analisa o tema.

 

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

Comente esta notícia 

 

lWbkmF