26/04/2014 (19:11)

Lagarta dá prejuizos à agricultura que pode ser atacada por outras 10 pragas

Lagarta Helicoverpa armigera tem alta capacidade de reprodução, rápido desenvolvimento. Ao chegar ao Brasil encontrou clima favorável. Quando vira mariposa, voa 10 km à velocidade de 21 km/h. Pode alcançar até 1.000 km migratórios. Mas além desse agressor, o País pode ser destino de outras 10 pragas de 150 que atacam a agricultura no exterior.

 

 A EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) vem realizando monitoramento de 150 espécies de pragas que atacam campos agrícolas em países diversos do mundo. Já concluiu que há 10 potencialmente de risco para chegar ao Brasil. Autoridades correm poara atualizar legislação fitossanitária, para permitir uma série de atitudes capazes de enfrentar os males.


No caso da Helicoverpa armigera por exemplo, o uso do benzoato de emamectina, até que vem dando bons resultados. Mas há implicações com o Ministério Público que aciona a justiça para proteger os aplicadores, potenciais vítimas de envenenamento. Ana Maria Vekic, gerente-geral de toxicologia da Anvisa, diz que estudos de médio prazo apontam que o benzoato provoca problemas neurológicos em quem o aplica na lavoura.


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural discutiu o combate a essa praga com representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


Mas os prejuizos já começaram aparecer. Em 2013 plantadores perderam estimativamente R$ 2 bilhões com os ataques. A lagarta agride rapidamente a soja, o milho, o algodão e o feijão. A praga, reconhecida no Brasil no ano passado, é devastadora. E ainda não se sabe de onde veio.


Márcio Rosa Rodrigues de Freitas, diretor de Qualidade Ambiental do Ibama, também condena o benzoato sob o ponto de vista ambiental. "É um produto que está em reavaliação nos Estados Unidos. Uma das questões que eles colocam é justamente a ausência da avaliação de risco que não foi feito na época do registro em 2002, do ponto de vista ambiental."


Nos Estados Unidos, atualmente o uso de benzoato é bastante restrito. Mesmo com restrições, o benzoato de emamectina também têm uso autorizado na Europa, Japão, Austrália e Canadá.

 

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