26/03/2014 (19:43)

Clareadores dentais são risco à saúde se mal aplicados

Clareadores dentais são um risco à saúde se mal administrados. O aviso é de Silvio Cecchetto, presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões Dentistas. É a razão que leva a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estuda proibição de propaganda destinadfa à venda de produtos clareadores para os dentes.

 

Na quinta-feira (140327) será publicado um aviso com a proposta de que produtos com concentração superior a 3% de peróxido de hidrogênio, ou peróxido de carbamida, passem a ser vendidos apenas com a apresentação de receita.


Cecchetto concorda que os clareadores dentais devem ser tratados como medicamentos, já que podem trazer riscos à saúde se mal administrados. “Antes de usar o clareador, o paciente tem que ser avaliado. o dente já deve estar totalmente formado e deve-se avaliar se existem infiltrações, cáries, uma série de fatores que vão influenciar na administração do produto”.


Principais reações são o enfraquecimento dos dentes, inflamação na gengiva e sensibilidade a gelado. Se o paciente tiver diabetes, tem que estar com a doença bem controlada. Além disso, o tratamento não deve ser feito em mulheres grávidas.


Muitos pacientes acham que usando por um período maior do que o recomendado a ação será maior, mas “o produto tem um tempo determinado de ação. Depois disso, não funciona mais para clarear”. De acordo com o especialista, é fundamental o acompanhamento do profissional a cada 7 dias, em média.


A proposta da ANVISA também prevê que as embalagens tragam a expressão Venda Sob Prescrição Odontológica, em tarja vermelha. Caso aprovada a proposta, a nota fiscal do produto vendido diretamente a dentistas e a pessoas jurídicas que prestem serviços odontológicos, deverá ter o número de inscrição do comprador no Conselho Regional de Odontologia.


A restrição de uso dos clareadores está sendo proposta pela ANVISA depois que foi objeto de solicitação de conselhos de odontologia, associações de classe e da recomendação do Ministério Público Federal. Serão aceitas sugestões da sociedade no site da Anvisa por 60 dias, depois da publicação da consulta.

 

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